Trump rejeita proposta do Irã de cessar-fogo e reabertura de Ormuz

 

Na ONU, Trump diz que CNN "não deveria estar aqui" após pergunta sobre Irã • CNN

Plano foi entregue ao governo americano durante Assembleia Geral da ONU por meio de mediadores do Catar; fim do conflito segue incerto

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste sábado (26) que rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar os combates no Oriente Médio.

O Irã apresentou o plano durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, afirmando que a proposta havia sido transmitida aos americanos por meio de mediadores do Catar. Caso aceito, o novo cessar-fogo poderia reabrir a via navegável estratégica e acabar com as hostilidades na região em um prazo de sete dias.

No entanto, em comentários a repórteres na Casa Branca, Trump disse: "Eu rejeito a proposta deles... Rejeitei o acordo deles".

"Eles querem fazer um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio", disse ele antes de partir para o Tennessee, onde tem compromissos neste sábado (26). "Nós estamos vencendo de forma tremenda", afirmou o republicano.

"Eles querem fazer um acordo e acho que está tudo bem; eu também gosto de fazer acordos. O que eles querem fazer é abrir imediatamente o Estreito de Ormuz... porque não têm entrada de dinheiro, já que obtêm seus recursos a partir do Estreito de Ormuz", disse Trump.
Bloqueio econômico americano contra o Irã

Os EUA impuseram um bloqueio econômico ao Irã para pressionar Teerã a suspender seu bloqueio ao Estreito de Ormuz — o que reduziu drasticamente o tráfego de navios pelo estreito —, embora Trump tenha reafirmado que os EUA detinham o controle da via navegável.

O jornal norte-americano Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar que Trump havia rejeitado a proposta iraniana, citando autoridades americanas não identificadas.

O veículo informou que Trump estava cético, em particular, quanto à possibilidade de o Irã atender às suas exigências e havia dito à sua equipe que considerava provável uma nova campanha de bombardeios após as eleições de meio de mandato para o Congresso dos EUA, em novembro.

Uma autoridade americana havia dito anteriormente que as discussões com o Irã por meio de mediadores eram "positivas e construtivas".

Fonte: CNN Brasil

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