E OS 65 ANOS CHEGARAM!

Imagem criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio do gerador de imagens com IA.

Por Taciano Medrado

Quando tinha 17 anos e concluía o antigo ensino médio no saudoso Colégio Dr. Edson Ribeiro, em Juazeiro-BA, no distante ano de 1979, vez ou outra me pegava pensando: onde estarei quando completar 65 anos? Confesso que essa idade sempre exerceu sobre mim uma curiosidade quase misteriosa. Naquele tempo, 65 anos pareciam representar uma espécie de fronteira simbólica, a linha divisória entre a segunda e a terceira idade.

Para um jovem de 17 anos, imaginar essa fase era quase uma aventura de ficção científica. Parecia algo distante, inalcançável, pertencente a outra dimensão do tempo. Mas o tempo, esse senhor silencioso e implacável, passou. E passou rápido.

Durante essa caminhada fiz um pouco de tudo. Talvez porque a inquietude sempre tenha sido minha companheira inseparável. Nunca fui amigo da rotina, da mesmice, do "sempre igual". Gosto do movimento, das descobertas, dos desafios. Talvez por isso a vida tenha me levado por tantos caminhos diferentes. Foi ai que a música entrou de vez na minha vida. Toco e amo violão e guitarra.

Fui também goleiro no futebol amador, posição que, aliás, combina muito comigo. O goleiro precisa ter coragem, sangue frio e aprender a levantar rápido depois das quedas. E a vida, descobri depois, não é muito diferente disso.

Na área acadêmica construí uma trajetória que me enche de orgulho. Tornei-me Engenheiro Agrônomo pela saudosa FAMESF – Faculdade de Agronomia do Médio São Francisco. Depois veio a graduação em Administração de Empresas pela FACAPE – Faculdade de Ciências Aplicadas de Petrolina.

Mas como a inquietação não me deixava ficar parado, percebi que, embora estivesse há mais de três décadas exercendo a docência, ainda me faltava a licenciatura formal. Resolvi então encarar mais um desafio: cursei Formação Pedagógica pela UNIVASF – Universidade Federal do Vale do São Francisco, instituição onde posteriormente tive a honra de atuar como professor substituto por dois anos, ministrando disciplinas para cursos de Engenharia no Campus Juazeiro.

E, apesar de ser um apaixonado pelas ciências exatas, sempre existiu dentro de mim um outro lado igualmente inquieto: o gosto pela escrita. Talvez porque escrever seja uma maneira de eternizar pensamentos, registrar emoções e compartilhar visões sobre a vida e o mundo.

Há sete anos, movido por essa paixão, criei um pequeno espaço de comunicação chamado Blog do Professor Taciano Medrado. O que começou de forma simples, impulsionado pelo desejo de informar e opinar, foi crescendo, ganhando identidade própria e ampliando horizontes. Com o tempo, o projeto evoluiu, amadureceu e transformou-se no TMNews do Vale, levando informação, notícias, opiniões e conteúdos diversos para a região do Vale do São Francisco, para a Bahia, para o Brasil e, através da internet, alcançando leitores em várias partes do mundo.

E talvez isso seja uma das maiores provas de que a vida sempre nos reserva novos caminhos. Porque, mesmo amando números, fórmulas e cálculos, descobri que as palavras também podem construir pontes, aproximar pessoas e deixar marcas que o tempo não apaga.

Entre diplomas, salas de aula, provas corrigidas e sonhos compartilhados com alunos, a vida também me presenteou com aquilo que nenhum currículo consegue descrever: construí uma família.

Casei, tive três filhos, chegaram dois netos e agora vivo a doce expectativa da chegada do terceiro neto, ou neta, prevista para novembro deste ano. E se há algo que aprendi é que os anos passam, mas certas emoções permanecem novas. A chegada de um neto continua emocionando como se fosse a primeira vez.

Também tive o privilégio de acompanhar doze Copas do Mundo. Considero meus 15 anos como marco inicial dessa paixão, época em que o futebol deixou de ser apenas um jogo e passou a fazer parte da minha identidade.

Foi ali que nasceu minha paixão pelo Club de Regatas Vasco da Gama. E, vivendo na Bahia, também abri espaço no coração para o nosso querido Esporte Clube Bahia.

Há quem diga que só se pode torcer por um time. Mas, como em tantos momentos da vida, escolhi contrariar a lógica. Torço por dois. Afinal, quem tem coração grande não pensa pequeno.

E agora os 65 anos chegaram.

Chegaram trazendo rugas que contam histórias, cabelos brancos que registram batalhas e lembranças que o tempo transformou em tesouros.

Hoje entendo que envelhecer não é perder juventude. É acumular vida.

Aquele jovem de 17 anos talvez não imaginasse exatamente onde chegaria. Mas acredito que ele sorriria ao descobrir que, apesar das curvas, tropeços e surpresas, a caminhada valeu a pena.

Porque no final das contas, a vida nunca foi sobre chegar primeiro.

Sempre foi sobre viver intensamente cada trecho do caminho

Que venham os 100 anos!.

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