Renan Calheiros envolve Hugo Motta em caso master - "pediu propina a Vorcaro para cunhada comprar terreno na Paraíba"
Por Taciano Medrado*
Em política, há um velho ditado que continua atravessando gerações sem perder a validade: quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra no telhado dos outros. E, pelo visto, o chamado “Caso Master” parece estar transformando Brasília em uma gigantesca rua de casas com coberturas extremamente frágeis, onde ninguém parece disposto a guardar as pedras.
Quando o assunto envolve relações entre poder político, interesses financeiros e cifras milionárias, o cenário rapidamente deixa de ser uma simples disputa de narrativas e passa a lembrar uma arena onde acusações pesadas são lançadas de um lado para o outro. Desta vez, o centro do furacão envolve o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tendo novamente o nome do banqueiro Daniel Vorcaro e do Banco Master como pano de fundo.
Segundo o portal de notícias Brasil 247, durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan elevou o tom e fez acusações gravíssimas ao afirmar que Hugo Motta teria atuado em favor de interesses ligados ao Banco Master e ao mercado de créditos de carbono. Segundo o senador, uma emenda proposta pelo presidente da Câmara criou mecanismos que poderiam beneficiar empresas ligadas ao grupo Vorcaro.
Mas a temperatura política subiu ainda mais quando Renan afirmou que a cunhada de Hugo Motta teria recebido R$ 140 milhões do Banco Master, em uma operação que, segundo ele, teria ocorrido sob circunstâncias suspeitas.
As declarações foram explosivas:
"A cunhada do presidente da Câmara recebeu R$ 140 milhões do Master a pretexto de empréstimo que venceu, nunca foi cobrado e nunca teve parcela paga", afirmou o senador.
Segundo Renan, os recursos teriam sido utilizados para aquisição de um terreno na Paraíba, estado de origem de Hugo Motta. Como não poderia deixar de acontecer em tempos de escândalos em série, o episódio amplia ainda mais as sombras que já pairavam sobre o chamado Caso Master.
O senador foi além. Disse que a crise envolvendo o banco "está apenas começando" e que novos episódios ainda podem surgir:
"A crise do Master está escalando e vai escalar cada vez mais. A cada dia temos envolvimento de pessoas em casos mais escabrosos do que os já conhecidos."
Nos bastidores, o enredo ganha novos personagens. O nome do lobista Henrique Mourão Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, aparece como articulador da proposta legislativa. Empresas ligadas à família também poderiam ser beneficiadas diretamente pela movimentação envolvendo créditos de carbono.
Diante das acusações, Renan informou ter encaminhado ao Ministério da Previdência Social um requerimento solicitando auditorias detalhadas sobre investimentos realizados por fundos previdenciários estaduais e municipais ligados ao Banco Master.
A pergunta que fica no ar é simples: quem ainda pode apontar o dedo para alguém em Brasília sem correr o risco de ouvir uma resposta igualmente devastadora?
Porque, a cada novo capítulo do Caso Master, cresce a sensação de que o problema talvez não esteja apenas em quem atira pedras, mas na quantidade de telhados de vidro espalhados pelos corredores do poder.
(*) Redator- chefe do TMNews do Vale.
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