Texto aprovado pela Cãmara resgata trecho que estava presente originalmente na Consituição de 1988. Foto: Wilton Junior/Estadão
A PEC ainda previa que Câmara ou Senado Federal poderiam barrar esses processos em votação secreta. A votação secreta também se estende ao aval de uma das Casas no caso da prisão de um congressista. Um destaque proposto pelo Novo garantiu a derrubada desse trecho.
A Constituição diz que parlamentares só podem ser presos em caso de crime inafiançável. São crimes inafiançáveis no Brasil racismo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes, terrorismo, crimes hediondos (homicídio qualificado, latrocínio, extorsão mediante sequestro, estupro, estupro de vulnerável, feminicídio e epidemia com resultado morte), e a ação de grupos armados contra a ordem constitucional.
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) celebrou o resultado da votação e disse que os parlamentares não poderiam continuar sob ameaças de ministros do STF. Ele protestou contra despacho de Alexandre de Moraes que pediu manifestação do Ministério Público sobre investigação que atinge o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. “Ele quer intimidar o governador”, protestou Sóstenes.
A PEC foi para votação após uma troca na relatoria. O anterior relator, Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), era contrário a algumas das propostas apresentadas pelo Centrão. No lugar entrou Cláudio Cajado (PP-BA), que disse que o texto é “simples e conciso” e sem “licença para abusos”.
A Câmara ensaiou votar essa proposta ao longo do mês de março. Depois do motim de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que interrompeu os trabalhos no plenário da Casa, oposicionistas se reuniram com lideranças do Centrão para estabelecer um acordo de votação da anistia e do fim do foro privilegiado – caciques Centrão também apresentaram apoio à PEC da Blindagem.
Fonte: Estadão
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