Israel deu início nesta terça-feira às "fases iniciais" de sua ofensiva terrestre contra a Cidade de Gaza, confirmaram fontes oficiais. ONU diz que Israel comete genocídio no enclave palestino, Israel rejeita.
Israel lançou o seu ataque terrestre à cidade de Gaza antes do amanhecer de 16 de setembro, pouco depois da visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio© Menahem Kahana/AFP/Getty Images
A emissora de rádio israelita Kan relatou durante a última noite que tanques do Exército avançaram pelo centro da capital do enclave, enquanto fontes de Gaza informaram que os veículos blindados avançavam e recuavam progressivamente desde a periferia, numa tentativa de ganhar terreno.
"O Exército começou a desmantelar a infraestrutura terrorista na Cidade de Gaza", anunciou o porta-voz em árabe das Forças Armadas, Avichay Adraee, num comunicado publicado na rede social X.
O porta-voz garantiu que Gaza é uma "zona de combate perigosa" e alertou a sua população que "permanecer na cidade coloca-vos em risco".
Nesta terça-feira, uma comissão independente de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza.
Operação
"Iniciámos uma poderosa operação na Cidade de Gaza", declarou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, antes do início da sessão desta terça-feira do seu julgamento por corrupção, segundo informou a imprensa local.
"Não sei quantos dias vamos aguentar. A situação aqui é catastrófica. Podemos morrer a qualquer momento", disse um funcionário do Ministério da Saúde de Gaza, também refugiado na capital da Faixa.
Paralelamente ao movimento dos tanques, Israel intensificou os bombardeamentos contra a capital, recorrendo a mísseis, drones, fogo de artilharia e disparos de helicópteros.
Até ao momento, pelo menos 41 pessoas morreram na Faixa após a noite de ataques israelitas, que também se intensificaram no centro do território, provocando a morte de quatro palestinianos. Só na capital, pelo menos 37 pessoas foram mortas pelo exército de Israel.
Em meados de Agosto, a Cidade de Gaza acolhia cerca de um milhão de pessoas. Desde que Israel anunciou a sua intenção de invadir a capital e intensificou os bombardeamentos para forçar a saída da população, passou a ocorrer um êxodo em direcção ao sul.
Embora o Exército israelita afirme que cerca de 350 mil pessoas abandonaram a Cidade de Gaza, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) reduziu esse número, na segunda-feira, para cerca de 142 mil.
Fonte: DW Brasil
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