Foto divulgação -STF
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, determinou que a Superintendência da Polícia Federal de Alagoas apresente informações sobre a ação que abordou o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Marcelo Victor (MDB), em um hotel e o levou para depor. Alexandre deu prazo de 48 horas à PF alagoana para cumprir a ordem.
O
pedido foi feito pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), aliado político de
Victor, e pelo Diretório Estadual do MDB em Alagoas. Renan acusa a Polícia
Federal de ter agido politicamente para prejudicar Marcelo Victor, que se
reelegeu como deputado estadual.
Na
ação ajuizada no TSE, Calheiros alegou que agentes da PF
"invadiram" o Hotel Ritz Lago da Anta, em Maceió, para
abordar Marcelo Victor e um assessor, "sem mandado de busca e sem qualquer
causa provável". Na ocasião, a PF afirmou ter encontrado uma mala com R$
145 mil e material de campanha de Marcelo Victor.
O
senador afirmou que "suspeita de que tenha ocorrido interferência política
do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, junto à
Superintendência da PF para que fosse realizada a operação, a fim de
causar prejuízos eleitorais a Marcelo Victor". Ele alega que o
presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou o comando da PF em Alagoas a
pedido de Lira (PP-AL).
"Determino à
Superintendência da Polícia Federal de Alagoas que, no prazo de 48 horas, preste
as devidas informações, mediante a apresentação de cópia dos documentos
existentes que justifiquem o ingresso de seus agentes no dia 30 de setembro de
2022 no Hotel Ritz Lagoa da Anta, ocasião na qual abordado o Presidente da
Assembleia Legislativa de Alagoas, candidato a deputado estadual pelo MDB,
Marcelo Victor", escreveu Moraes na decisão.
Clique aqui para ler a decisão
Pet 0601368-20.2022.6.00.0000
Com informações da Revista Consultor jurídico
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