NOTÍCIAS INTERNACIONAIS: DEMOCRACIA NO MUNDO - ‘Extremista’: Rússia equipara Navalny a Al Qaeda, EI e Testemunhas de Jeová

 

(Foto: Divulgação/Evgeny Feldman)
Da   Redação
Por: Taciano Medrado 

Aliados do político, preso desde janeiro, disseram ao “The Guardian” que temem uma repressão tão forte quanto a que existe contra o grupo religioso, hoje classificado por Moscou como uma “seita perigosa” e cuja nomenclatura é proibida no país desde 2017.

“Se deixarmos do jeito que está, sem dúvida haverá processos criminais em massa contra todos os membros da nossa sede”, disse Leonid Volkov, aliado de Navalny. “Depois das Testemunhas de Jeová, vimos o que eles podem fazer”.

Moscou iniciou uma campanha de perseguição a todos os membros e ex-funcionários da Fundação Anticorrupção. Até ser proibida, em abril, a entidade reunia diversos escritórios em toda a Rússia.

Na quinta (11), um tribunal de Moscou oficializou a classificação da organização como “extremista”, posição que coloca o grupo ao lado de organizações como Al Qaeda e Estado Islâmico.

Perseguição religiosa

O mesmo aconteceu em 2017 com as Testemunhas de Jeová. Anos antes, autoridades regionais já invadiam reuniões e prendiam sacerdotes, enquanto agentes secretos coletavam evidências sobre o grupo.

Em 2015, 16 membros do grupo religioso foram acusados de extremismo depois que agentes se infiltraram e gravaram reuniões de oração em Taganrog, na região do mar de Azov. A partir de então, julgamentos em massa contra o grupo deram escopo a prisões de congregações inteiras durante batidas policiais.

Dez anos de prisão

Os primeiros relatos de tortura vieram em 2019, quando membros de uma igreja de Surgut relataram choques elétricos e sufocamento em um interrogatório. A repressão se espalha por mais de 60 das 85 unidades federais da Rússia.

Desde 2017, mais de 100 Testemunhas de Jeová foram condenadas por proselitismo. Cerca de 30 deverão ficar na prisão por até sete anos e meio. A perseguição fez com que boa parte dos cerca de 175 mil membros do grupo religioso deixassem o país.

As acusações sobre o grupo se encaixam na dura legislação anti-extremismo. A pena máxima de prisão é de dez anos para organizadores e até oito para recrutadores. Em nota, Navalny prometeu proteger seus partidários. “Não somos um nome ou escritório. Não vamos recuar de nossos objetivos”, escreveu.

 Para ler mais acesse, www: professortacianomedrado.com

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