Por Taciano Medrado*
Olá carissimos leitores,
Nesse domingo dia 27 de setembro estaremos a uma semana das eleições majoritárias no país onde o eleitor terá a chance de decidir o seu destino e do seu pais para os próximos quatro anos, escolhendo o presidente da república, os governadores de estados e os deputados e senadores que irão compor o congresso nacional.
Diante desse cenário que se aproxima decidi escrever um artigo onde peço que ao ler reflitam antes da escolha que vocês fizer quando estiver diante das urnas.
Existe algo mais perigoso para uma nação do que uma crise econômica? uma disputa eleitoral ou até mesmo um governo ruim? a perda da capacidade de seu povo de reconhecer os riscos que ameaçam seus próprios valores?
Existe algo mais perigoso para uma nação do que uma crise econômica? uma disputa eleitoral ou até mesmo um governo ruim? a perda da capacidade de seu povo de reconhecer os riscos que ameaçam seus próprios valores?
Poie é, o Brasil vive esse momento em que precisamos perguntar, sem medo e sem maquiagem ideológica: para onde estamos caminhando?
Além da questão da polarização política que tomou conta do pais, estamos falando de valores, de liberdade, família, responsabilidade, trabalho, propriedade, fé, respeito às instituições e, sobretudo, do direito de cada cidadão decidir o próprio destino sem depender da tutela permanente do Estado ou de ideologias de partidos políticos.
O que preocupa este editorial é a expansão de um projeto político atual que, na nossa avaliação, aproxima o Estado cada vez mais da vida do cidadão, amplia sua presença na economia e transforma políticas de dependência em instrumentos permanentes de sustentação política.
Seus defensores apresentam esse modelo como mecanismo de justiça social e redução das desigualdades. Seus críticos enxergam nele o avanço de uma concepção de Estado que pode reduzir gradualmente a autonomia do indivíduo.
E é justamente nesse ponto que o cidadão precisa estar atento. Nenhum governo deve ser grande demais a ponto de o cidadão se tornar pequeno demais. O Estado existe para servir à sociedade, e não para substituir a sociedade.
O trabalhador não pode ser transformado em dependente eterno do governo e de seus programas socias que não passam de manipulação para se perpetuarem no poder.
Por outro lado O empreendedor não pode ser tratado como inimigo. A família não pode ser vista como instituição ultrapassada. A liberdade religiosa não pode ser relativizada. A liberdade de expressão não pode depender da concordância com quem ocupa o poder e quando esse vem do judiciário é que a democracia corre sérios riscos e não pode ser reduzida ao simples ato de votar.
Democracia também significa fiscalizar, questionar, discordar e cobrar.
A inversão dos valores
O cidadão brasileiro não sabe mais discernir o que o certo e o errado pois dependem de interpretações subjetivas e conforme a conveniência política. Talvez um dos sinais mais preocupantes dos nossos tempos seja a inversão de valores que vem sendo percebida por grande parcela da sociedade.
A corrupção de um adversário é tratada como escândalo; a de um aliado, como detalhe.
A mentira de quem pensamos diferente é imperdoável; a de quem apoiamos recebe justificativas.
O abuso de poder é denunciado quando praticado pelo outro lado e relativizado quando beneficia o nosso lado.
Isso não é democracia madura. É partidarização da consciência.
E uma sociedade que perde a capacidade de distinguir princípios de conveniências está caminhando para um terreno perigoso.
Instituições não podem ter "donos"
Outro ponto que merece atenção é a relação entre os poderes da República cada vez mais em estado de autofagia.
Executivo, Legislativo e Judiciário possuem funções constitucionalmente definidas. Nenhum deles deveria se sobrepor aos demais. Mas na prática a coisa funciona diferente. Judiciário intervém no legislativo, executivo manipula, a seu bel prazer o judiciário.
É importante deixar claro que em um regime democrático Instituições republicanas não pertencem a partidos, tão pouco pertencem a governos, a ministro a parlamentares. Pertencem ao povo brasileiro.
Quando o cidadão começa a enxergar determinadas instituições como extensões de grupos políticos, a confiança pública se deteriora.
E sem confiança nas instituições, a própria democracia fica fragilizada.
O perigo da dependência
Há também uma questão econômica que não pode ser ignorada.
Programas sociais são importantes para amparar quem realmente necessita. Mas assistência não pode se transformar em projeto permanente de dependência.
O verdadeiro objetivo de uma política pública deveria ser criar condições para que o cidadão possa caminhar com as próprias pernas.
O Estado deve oferecer a mão para levantar quem caiu, não impedir que ele aprenda a caminhar.
Um país que deseja prosperar precisa produzir riqueza, estimular o trabalho, valorizar quem empreende, investir em educação de qualidade e criar oportunidades.
Não existe desenvolvimento sustentável baseado apenas na distribuição de benefícios.
Não é sobre é sobre direito ou esquerdo
É preciso deixar claro: esta não é uma defesa de que todos pensem da mesma maneira. Muito pelo contrário.
A democracia precisa da divergência.
O problema começa quando uma corrente ideológica passa a acreditar que somente ela possui legitimidade para definir o futuro da nação.
O Brasil não precisa de unanimidade. Precisa de liberdade, responsabilidade e pluralidade. Precisamos ser capazes de discordar sem transformar o adversário em inimigo.
Precisamos recuperar a capacidade de ouvir.
Precisamos voltar a discutir ideias, e não destruir pessoas.
O BRASIL É MAIOR QUE QUALQUER PROJETO DE PODER
Nenhum político é maior que a República.
Nenhum partido é maior que a Constituição.
Nenhum governo é proprietário do Brasil.
E nenhum cidadão deveria entregar a outro o direito de pensar por ele.
O voto é uma procuração.
E procuração precisa ser fiscalizada.
O eleitor não pode simplesmente votar e desaparecer durante quatro anos. Precisa acompanhar, cobrar, questionar e, quando necessário, mudar sua escolha.
O poder emana do povo. E ao povo deve retornar a responsabilidade de fiscalizá-lo.
UM ALERTA PARA O FUTURO
O triste fim de uma nação não acontece necessariamente de uma hora para outra.
Às vezes começa silenciosamente.
Começa quando a sociedade deixa de reagir.
Quando aceita o absurdo como normal.
Quando relativiza a corrupção.
Quando tolera a inversão de valores.
Quando troca liberdade por conveniência.
Quando aceita dependência em lugar de oportunidade.
Quando deixa de cobrar seus representantes.
E, principalmente, quando entrega seu destino a qualquer projeto político sem compreender profundamente para onde ele pretende levar o país.
O Brasil precisa acordar.
Não para escolher um salvador.
Não para substituir uma idolatria por outra.
Mas para compreender que nenhum político salvará uma sociedade que desistiu de salvar a si mesma.
O futuro do Brasil não será definido apenas pelo presidente, pelos ministros, pelos deputados ou pelos senadores.
Será definido, sobretudo, pela consciência de milhões de brasileiros diante da urna e, principalmente, pela disposição de cada cidadão de continuar exercendo sua cidadania depois dela.
Família. Liberdade. Trabalho. Fé. Responsabilidade. Justiça. Ética. Respeito às instituições.
Não são palavras antigas.
São valores que continuam sendo necessários para qualquer sociedade que pretenda permanecer livre.
E este é o nosso alerta neste sábado:
Não entregue a ninguém o direito de decidir por você.
O Brasil é nosso. O futuro também.
(*) Professor e Redator-chefe — TMNews do Vale - a informação que aproxima, sem meias verdades
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