Por que Kássio Nunes se acovardou na sessão extraordinária do STF desta quinta-feira (15)? ameaça?

Mensagens trocadas entre Gilmar Mendes e Kassio Nunes antes da sessão do STF dessa quinta-feira(15)  sugere ameaça velada do decano 

Foto montagem - equipe TMNews do Vale 

Da redação*

Há momentos em que o silêncio fala mais do que muitas palavras.

A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal desta quinta-feira (15) ocorreu em meio a um ambiente de enorme tensão nos bastidores da Corte, especialmente diante das controvérsias envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master.

E uma pergunta passou a circular nos corredores políticos e jurídicos: por que Kassio Nunes Marques teria adotado uma postura tão cautelosa justamente neste momento?

Seria apenas estratégia? Prudência? Desconforto? Ou existe alguma pressão que o público ainda desconhece?

A pergunta ganha força diante da troca de mensagens atribuída aos ministros Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, divulgada pelo SBT News.

Segundo a publicação, Gilmar teria feito uma cobrança extremamente dura ao colega: “Assumam que estão ferrados e saiam dos processos. Abram as contas”. Em seguida, teria afirmado: “Você tem de sair do TSE também”.

Nunes Marques respondeu afirmando que mantém suas contas transparentes há 15 anos.

Até aqui, estamos diante de uma discussão entre dois ministros. O problema é que a conversa teria avançado para questões envolvendo familiares de Nunes Marques, em referência a mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, nas quais aparece a menção a um suposto repasse mensal de R$ 500 mil a Kevin Marques, filho do ministro.

É preciso fazer uma ressalva fundamental: a existência de uma mensagem mencionando determinado pagamento não constitui, por si só, prova de que o pagamento ocorreu ou de que houve qualquer ilícito. Isso precisa ser devidamente investigado e comprovado.

Mas é justamente aí que reside a gravidade institucional do episódio.

Quando ministros da Suprema Corte começam a trocar acusações, cobranças e mensagens de tamanha contundência, não estamos diante de uma simples discussão de WhatsApp. Estamos diante de um episódio que atinge diretamente a imagem e a credibilidade de uma das instituições mais importantes da República.

E quando, depois da conversa, Nunes Marques teria bloqueado Gilmar Mendes no aplicativo, a temperatura do episódio parece ter subido ainda mais.

MAS, AFINAL, HOUVE AMEAÇA?

Essa é a pergunta que precisa ser respondida com fatos, e não com especulações.

Não há, até o momento, elemento público suficiente para afirmar que Kassio Nunes Marques tenha sido ameaçado.

Porém, diante da dimensão da crise, também não parece razoável simplesmente ignorar o episódio.

Se houve pressão, é preciso saber quem pressionou, por quê e em que circunstâncias.

Se não houve pressão, que isso seja esclarecido.

Se as acusações não procedem, que sejam devidamente desmentidas e demonstrado onde está a verdade.

O que não pode acontecer é a sociedade brasileira ficar assistindo a uma guerra de versões nos bastidores enquanto decisões de enorme importância nacional são tomadas dentro de uma Corte que deveria ser referência máxima de transparência e segurança jurídica.

O STF NÃO PODE SER UMA CAIXA-PRETA

O cidadão comum é submetido diariamente a regras, investigações, cobranças e prestação de contas.

Por que seria diferente com autoridades que ocupam o topo do Poder Judiciário?

Ninguém está acima da lei. E ninguém deveria estar acima da transparência.

Ministros do STF não são celebridades, donos de empresas ou figuras privadas comuns. São agentes públicos investidos de uma das maiores responsabilidades institucionais da República.

Por isso, quando surgem questionamentos envolvendo ministros, familiares, empresários investigados ou possíveis relações financeiras, a sociedade tem o direito de exigir esclarecimentos.

Não se trata de condenar antecipadamente ninguém.

Trata-se de defender um princípio simples: fatos devem ser esclarecidos, suspeitas devem ser investigadas e responsabilidades devem ser individualizadas com base em provas.

O SILÊNCIO ALIMENTA A DESCONFIANÇA

O Brasil já vive há anos uma profunda crise de confiança nas instituições.

Quando integrantes da mais alta Corte do país protagonizam episódios como esse, a consequência inevitável é o aumento da desconfiança da população.

E confiança institucional não se impõe por autoridade.

Conquista-se com transparência.

Por isso, a pergunta permanece:

Por que Kassio Nunes Marques teria se mostrado tão cauteloso diante desse cenário?

Foi apenas uma reação política e institucional?

Foi uma decisão pessoal?

Houve algum tipo de pressão?

Ou simplesmente estamos diante de um episódio que ganhou proporções maiores do que realmente possui?

A resposta não pode vir de especulações.

Tem que vir dos fatos.

E, enquanto eles não forem completamente esclarecidos, permanecerão no ar perguntas que nenhum tribunal deveria permitir que pairassem sobre seus próprios integrantes.

Porque, no final das contas, não é apenas a reputação de um ministro que está em jogo. É a credibilidade das instituições brasileiras.

E credibilidade, quando perdida, não se recupera com discursos. Recupera-se com transparência, verdade e responsabilidade.

(*) TMNews do Vale - a informação que aproxima sem meias verdades

Fonte: SBT News
Fotos: SBT News

Não deixe de curtir nossa página www.profesortacianomedrado.com e no  Facebook e também Instagram para acompanhar  mais notícias do TMNews do Vale (Blog do professor TM)

Envie informações e sugestões para o TMNews do Vale  pelo   e-mail: tmnewsdovale@gmail.com

 AVISO: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do TMNews do Vale (Blog do professor TM) Qualquer reclamação ou reparação é de inteira responsabilidade do comentador. É vetada a postagem de conteúdos que violem a lei e/ ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios serão excluídos sem prévio aviso.

 

Faça um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem