EX-DEPUTADA CARLA ZAMBELLI PEDE SALVO-CONDUTO AO STF E IMPÕE CONDIÇÕES PARA VOLTAR AO BRASIL

Defesa quer garantir que a ex-parlamentar possa entrar no país para votar e deixar o território brasileiro sem ser presa
Foto criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio da ferramenta de geração de imagens da I.A

Da redação*

As informações sobre o período de 3 a 5 de outubro e o objetivo de votar e retornar à Itália foram confirmadas em reportagens publicadas em 22 e 23 de setembro de 2026.

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) recorreu novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Desta vez, sua defesa protocolou um pedido de habeas corpus preventivo com salvo-conduto para que ela possa retornar temporariamente ao Brasil durante o primeiro turno das eleições de 2026 sem ser presa.

Segundo a defesa, a ex-parlamentar pretende permanecer em território brasileiro entre os dias 3 e 5 de outubro, exclusivamente para participar da votação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e retornar posteriormente à Itália, onde se encontra atualmente.

Na prática, o pedido estabelece uma condição para o retorno: Zambelli quer a garantia judicial de que não será presa durante sua permanência no Brasil.

Votar e voltar para a Itália

De acordo com os argumentos apresentados pelos advogados, a intenção é permitir que Zambelli exerça pessoalmente seu direito ao voto e, encerrada a participação eleitoral, retorne à Itália.

A defesa também sustenta que existem recursos e questionamentos judiciais ainda pendentes de análise e pede que as ordens de prisão sejam suspensas durante o período solicitado.

Um dos argumentos apresentados é o desejo da ex-deputada de participar da eleição e votar, inclusive em familiares que disputam cargos eletivos.

Salvo-conduto não é liberdade definitiva  

O pedido feito ao STF não significa, por si só, que Zambelli esteja autorizada a retornar ao Brasil.

O salvo-conduto depende de decisão judicial e, caso seja concedido, deverá estabelecer exatamente quais são os limites e as condições para a entrada, permanência e saída da ex-parlamentar do país.

Até que haja uma decisão favorável, permanece a situação jurídica atualmente existente e as ordens de prisão não ficam automaticamente suspensas pela simples apresentação do pedido.

A disputa agora chega ao  STF

O caso coloca novamente o Supremo Tribunal Federal no centro de uma questão que envolve ordens judiciais, direito ao voto e cumprimento de decisões penais.

A defesa tenta obter uma autorização excepcional e delimitada no tempo: entrar no Brasil, votar no primeiro turno e deixar novamente o país, sem que as ordens de prisão sejam executadas durante esse intervalo.

Agora, caberá ao STF decidir se concede ou não o salvo-conduto solicitado.

O episódio deverá ser acompanhado de perto, especialmente porque envolve uma questão jurídica diretamente relacionada ao processo eleitoral de 2026 e ao cumprimento de decisões judiciais.


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