O Parlamentar pede apuração das declarações e da conduta do coronel Wildon após fiscalização realizada em Juazeiro, no Norte da Bahia.
Da redação*
O deputado federal e capitão da Polícia Militar da Bahia (PMBA), gravou um vídeo nas suas redes sociais onde confirma que protocolou uma representação na Corregedoria-Geral da corporação solicitando a apuração das declarações e da conduta do coronel Wildon, comandante do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), em Juazeiro, no Norte da Bahia.
A iniciativa ocorre após um episódio envolvendo o parlamentar durante uma atividade de fiscalização no município, ocasião em que, segundo o deputado, ele teria sido chamado de “moleque”, juntamente com o soldado Matos pelo oficial.
Em manifestação pública, o parlamentar informou que esteve pessoalmente na Corregedoria-Geral da PMBA para formalizar a representação e solicitar que os fatos sejam devidamente apurados.
Fiscalizar é dever parlamentar, afirma deputado
Ao justificar sua iniciativa, o deputado ressaltou que fiscalizar, apontar problemas e cobrar providências fazem parte de suas atribuições constitucionais como representante do povo.
O parlamentar também fez questão de destacar que sua iniciativa não representa um ataque à Polícia Militar da Bahia, instituição da qual faz parte como oficial da reserva ou integrante da corporação, conforme sua condição funcional.
Segundo ele, seu compromisso permanece ao lado dos policiais militares que atuam diariamente nas ruas, enfrentando a criminalidade e garantindo a segurança da população.
O deputado ainda levantou alguns questionamentos: Será que o fato da filha do Coronel fazer parte da gestão da prefeitura de Juazeiro pode ter influenciado essa postura? será que isso ajuda a explicar tamanha disposição para sair publicamente em defesa da gestão municipal? e atacar quem fez fiscalização? Essas são questões que precisam ser esclarecidas. pontuou o Capitão PM e deputado federal,
“Sem dois pesos e sem duas medidas”
Em tom de cobrança, o deputado defendeu que os princípios de disciplina e neutralidade política exigidos dos integrantes da Polícia Militar também sejam observados pelos oficiais de maior patente.
Em sua manifestação, enfatizou:
“Se posicionamento político não pode para o soldado, tem que valer também para o coronel! Sem dois pesos. Sem duas medidas.”
A representação agora deverá seguir os trâmites administrativos da Corregedoria-Geral, responsável pela apuração de eventuais irregularidades atribuídas a integrantes da corporação.
O episódio e seus desdobramentos
O caso reacende o debate sobre os limites da atuação parlamentar durante fiscalizações em órgãos públicos, o respeito institucional entre autoridades e os princípios de hierarquia, disciplina e imparcialidade que norteiam a atividade policial militar.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar se houve conduta incompatível com os deveres funcionais do oficial citado.
(*) TMNews do Vale - a informação que aproxima, e sem meias verdades acompanhará os desdobramentos do caso.
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