Da redação*
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) realizou, entre os dias 4 e 7 de agosto, inspeções nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) dos bairros Itaberaba, Tabuleiro e João Paulo II, em Juazeiro.
A fiscalização foi conduzida pela promotora de Justiça Rita de Cássia Caxias de Souza, com apoio da Central de Assessoramento Técnico Interdisciplinar (Cati Norte). O objetivo foi verificar as condições de funcionamento das unidades, incluindo estrutura física, composição das equipes de profissionais, disponibilidade de materiais e outros aspectos relacionados à prestação dos serviços socioassistenciais.
De acordo com a promotora, o diagnóstico apontou que não houve mudanças significativas em relação às condições anteriormente identificadas. As deficiências permanecem e continuam impactando a efetividade, a qualidade e a continuidade dos serviços oferecidos à população.
O relatório da inspeção será encaminhado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Juazeiro, com solicitação de um cronograma para a resolução das irregularidades encontradas.
Entre os principais problemas identificados estão a insuficiência de recursos humanos e a necessidade de fortalecimento das equipes, por meio da manutenção e ampliação do quadro de servidores efetivos. Segundo Rita de Cássia Caxias de Souza, essa medida é essencial para garantir a continuidade dos serviços, assegurar maior estabilidade às equipes e preservar os vínculos estabelecidos com as comunidades atendidas, além de permitir a ampliação e a descentralização das ações socioassistenciais.
A inspeção também constatou a permanência de deficiências na estrutura física dos equipamentos, especialmente no que diz respeito à acessibilidade e à adequação dos espaços destinados ao atendimento da população.
Outro ponto crítico foi a insuficiência de recursos materiais, tanto em quantidade quanto em qualidade, comprometendo a capacidade de resposta das equipes diante das demandas apresentadas pelos usuários.
Além disso, o MPBA registrou fragilidades na articulação da rede de serviços e das políticas públicas, dificultando a construção de respostas integradas para situações de vulnerabilidade e risco social. O relatório também destaca a necessidade de investimentos permanentes na capacitação das equipes técnicas.
Apesar das deficiências, a promotora informou que foram identificadas algumas melhorias pontuais, como o redimensionamento de servidores efetivos, garantindo a presença de um técnico efetivo em cada unidade, e a designação de um profissional para atuar especificamente na área de educação permanente.
“A política de assistência social deve ser tratada como prioridade, considerando que a insuficiência ou inadequação da proteção socioassistencial repercute diretamente sobre as demais políticas públicas”, afirmou Rita de Cássia Caxias de Souza.
(*) TMNews do Vale com informações da Ascom MPBA.
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