TERRORISMO: Ataque a bomba abala Damasco durante visita de Macron



Duas bombas explodiram perto de um hotel em Damasco onde o ​presidente francês Emmanuel Macron havia passado a ​noite, mas seu gabinete informou que ele não ouviu as explosões e se reuniu com o presidente sírio Ahmed al-Sharaa logo em seguida, nesta terça-feira(7).

Autoridades sírias informaram que 18 pessoas ​ficaram feridas nas explosões, ⁠o que ​ofuscou a primeira visita à Síria de um chefe de ⁠Estado da União Europeia desde que Sharaa ​derrubou Bashar al-Assad em 2024 e ressaltou as contínuas ameaças à segurança no país.

As explosões atingiram uma área movimentada entre o Ministério do ‌Turismo da Síria e o museu ‌nacional, do outro ​lado da rua do hotel Four Seasons, onde uma fonte da delegação de Macron e fontes de segurança sírias afirmaram que ele havia passado a ‌noite e se reunido com grupos da sociedade civil na manhã de terça-feira.

Em uma postagem no X, Macron disse que sua visita à Síria continua.

“Nada pode minar o desejo dos sírios de viver em uma Síria plenamente soberana e segura”, postou ele. “Esta manhã, conheci a Síria em toda a sua diversidade e vi dignidade, coragem e determinação.”

A primeira explosão ocorreu logo após a comitiva de Macron partir para o ‌palácio presidencial. Imagens da Reuters mostraram chamas e fumaça subindo do local, quando uma segunda explosão foi captada pelas câmeras a poucos metros de ​distância.

A segunda explosão ocorreu ao lado de uma ambulância estacionada no local, onde cerca de duas dúzias de ‌pessoas estavam reunidas. Equipes de emergência trabalharam para extinguir o incêndio, com fumaça e chamas se aproximando das lojas atrás.

Um vídeo da Reuters mostrou a ‌comitiva de Macron seguindo por uma ‌rodovia em direção ao palácio presidencial antes das explosões. Um vídeo publicado pela mídia estatal síria mostrou, em ⁠seguida, o presidente ao lado de Sharaa e se reunindo com outras autoridades sírias e oficiais militares.

Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque.

Sharaa, um ex-comandante da Al-Qaeda, vem trabalhando para estabilizar e reconstruir a Síria desde que liderou as forças ​rebeldes que derrubaram Assad ​após mais de 13 anos de guerra civil, estabelecendo laços estreitos com países ocidentais e do Oriente Médio que se opunham a Assad.

O Estado Islâmico, adversário de Sharaa durante a guerra civil, assumiu a autoria de uma série de ataques contra forças governamentais na Síria desde fevereiro, quando o grupo jihadista anunciou o que descreveu como uma nova fase de operações contra seu ⁠governo.

Fonte: Uol com reportagem de Kinda Makieh, Clotaire Achi, Inti Landauro e John Irish; Tala Ramadan, Ahmed ​Elimam, Nayera Abdallah e Feras Dalatey, em Dubai.

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