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Da redação*
A eleição presidencial do Peru segue indefinida e deve permanecer sem um vencedor oficial por vários dias. Com mais de 98% das urnas apuradas, a diferença entre os candidatos Keiko Fujimori e Roberto Sánchez é de apenas algumas centenas de votos, tornando a disputa uma das mais acirradas da história recente do país.
O principal fator de incerteza agora é a recontagem de cerca de 1.000 atas eleitorais, determinada pelo órgão eleitoral peruano. Cada ata pode conter até 300 votos, o que significa que aproximadamente 300 mil votos ainda poderão ser revisados, número muito superior à atual diferença entre os candidatos.
Nesta quinta-feira (11), Keiko Fujimori voltou a assumir a liderança da apuração, impulsionada pelos votos dos peruanos residentes no exterior, onde mantém ampla vantagem sobre Sánchez. Mesmo assim, o resultado continua em aberto.
Segundo o presidente do Jurado Nacional de Eleições, Roberto Burneo Bermejo, o processo de recontagem é complexo e permite recursos das coligações envolvidas, o que pode levar a definição oficial da eleição apenas nas próximas semanas.
As recontagens ocorrem em casos de divergências nos registros eleitorais, inconsistências entre urnas e atas ou quando há contestação formal dos partidos.
Com uma diferença mínima entre os candidatos e milhares de votos sob análise, o Peru vive uma verdadeira eleição voto a voto, mantendo o país em clima de expectativa enquanto aguarda o resultado final.
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