Unidades do Projeto Sisteminha Embrapa que estão sendo desenvolvidas pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) receberam visitas técnicas da equipe do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Os encontros tiveram como principal objetivo acompanhar a execução do projeto, avaliando a implantação, a utilização dos recursos e os impactos sociais gerados.
As visitas aconteceram em Alagoas, um dos estados em que o projeto está atuando. A Univasf está implantando 20 unidades do Sisteminha, sendo 17 em Alagoas e três em Minas Gerais, voltadas para a agricultura familiar e comunidades vulneráveis.
O Sisteminha é uma tecnologia social de produção integrada de alimentos e desenvolvida pela Embrapa e replicada pela Univasf, no Espaço Plural, em Juazeiro, onde há uma unidade demonstrativa utilizada em diversas ações de ensino, pesquisa e extensão. A ampliação do projeto para Alagoas e Minas Gerais acontece em parceria com o MPA. A Univasf coordena a formação e acompanha a implantação técnica das unidades e a execução financeira do projeto é realizada pela Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (Fadex). O MPA visitou unidades já implantadas nos municípios de Igaci, Dois Riachos, Cacimbinhas e Major Izidoro. As visitas ampliaram o diálogo com os beneficiários do projeto e permitiu a verificação do andamento das atividades, principalmente relacionadas à piscicultura, hortas, compostagem e integração produtiva. O encontro também serviu para alinhar estratégias de acompanhamento e fortalecimento do projeto.
O coordenador do projeto e professor do Colegiado de Medicina Veterinária (CMVet) da Univasf, René Cordeiro, informa que 12 unidades de Sisteminhas já estão em funcionamento e cinco em processo final para serem entregues no estado de Alagoas. Já em Minas Gerais, as três unidades estão em processo de construção. Cordeiro destaca que o projeto se encontra em fase de conclusão das estruturas e operacionalização dos módulos produtivos, incluindo tanques, hortas, sistemas de recirculação, compostagem e criação integrada. O prazo para conclusão das 20 unidades é até 20 de julho.
Os principais beneficiados pelos Sisteminhas são os agricultores familiares, mulheres rurais, comunidades tradicionais e famílias em situação de vulnerabilidade social dos municípios atendidos. “Muitas dessas famílias passam a ter acesso à produção integrada de peixes, hortaliças e outros alimentos, melhorando tanto a alimentação quanto a possibilidade de geração de renda através da comercialização do excedente produzido”, diz o coordenador.
Segundo ele, o projeto também promove capacitação, inclusão produtiva e valorização da agricultura familiar. “O processo tem sido muito positivo e desafiador ao mesmo tempo, principalmente por envolver comunidades rurais em situação de vulnerabilidade social e regiões do Semiárido. Mesmo diante das dificuldades logísticas e estruturais, os resultados vêm sendo animadores”, afirma Cordeiro.
Portal Univasf
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