UM BICHO DE ESTIMAÇÃO NÃO É UM BRINQUEDO QUE VOCÊ USA, ABUSA E DEPOIS DESCARTA. PENSE NISSO ANTES DE ADOTAR!

È preciso leis mais severas e com multas pesadas para quem maltrata ou abandona um animal de estimação

Nina, Skipper e Bolão(veinho), cães de rua adotados pelo prof. Taciano Medrado- Imagem criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio do gerador de imagens com IA.


Por Taciano Medrado*

Olá, caríssimos leitores.

Como diz o texto Bicho de estimação,  de acordo com o dicionário  significa, principalmente, o sentimento de apreço, carinho ou respeito por alguém ou algo.

Vivemos tempos curiosos. Nunca se falou tanto em amor aos animais. Redes sociais exibem fotos, vídeos, declarações emocionadas, filtros, legendas e promessas de amor eterno. Mas, contraditoriamente, nunca vimos tantos cães e gatos abandonados pelas ruas, vítimas da irresponsabilidade humana.

É preciso dizer algo simples, mas que parece estar sendo esquecido: um animal de estimação não é um brinquedo. Não é um objeto decorativo para satisfazer desejos momentâneos, nem um presente impulsivo para crianças, tampouco um entretenimento descartável.

Adotar um animal é assumir um compromisso. E compromisso exige responsabilidade civil e criminal.

Muitas pessoas adotam movidas pela emoção do momento. Acham bonito o filhote pequeno, brincalhão e dependente. Acham engraçadas as travessuras, os pulos e a energia típica da juventude animal. Mas o tempo passa. O filhote cresce. Dá trabalho. Fica doente. Precisa de vacinas, alimentação, remédios, cuidados veterinários, atenção, carinho e, principalmente, paciência.

E é exatamente nesse momento que alguns revelam a pior face da irresponsabilidade: abandonam.

Descartam como quem joga fora algo que perdeu a utilidade. Alguns deixam em estradas, outros em terrenos baldios, praças, mercados, ou simplesmente colocam o animal para fora de casa, como se ele soubesse entender a crueldade humana.

Mas quem convive com cães e gatos sabe: eles sentem.

Sentem fome, frio, medo, dor e, sobretudo, sentem abandono. Criam vínculos afetivos verdadeiros. Esperam por quem saiu e não voltou. Permanecem fiéis até mesmo a quem lhes negou amor.

Talvez por isso doa tanto ver animais vagando pelas ruas, revirando lixo, sofrendo maus-tratos ou morrendo lentamente diante da indiferença coletiva.

Antes de adotar, pergunte a si mesmo: tenho condições financeiras? Tenho tempo? Tenho espaço? Tenho disposição para cuidar desse ser por muitos anos?

Se a resposta for não, seja honesto consigo mesmo.

Porque adotar por impulso e abandonar depois é uma forma silenciosa de crueldade.

Animal não é brinquedo. Não vem com botão de desligar. Não pode ser devolvido quando perde a graça. Não pode ser descartado porque envelheceu, adoeceu ou passou a exigir mais cuidados.

Quem adota, acolhe. Quem acolhe, assume responsabilidade. Quem ama, permanece.

Pense nisso antes de abrir a porta da sua casa. Mas pense ainda mais antes de fechar a porta da sua consciência.

Porque o amor verdadeiro nunca abandona.

(*) Da redação TMNews do Vale

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