Globo tenta lacrar pra cima de Flávio Bolsonaro e leva invertida — Vorcaro doou R$ 160 milhões para o programa de Luciano Huck da Rede Globo. Foi dinheiro ilícito também?
Por Taciano Medrado*
Olá caríssimos leitores,
Na política, na imprensa e nos bastidores do poder, existe uma regra antiga que muitos gostam de esquecer: antes de apontar o dedo para alguém, vale a pena olhar para o próprio telhado. Porque quando ele é de vidro, qualquer pedra lançada pode voltar em velocidade dobrada.
Nos últimos dias, a repercussão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e supostos investimentos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro reacendeu o festival de manchetes, análises inflamadas e julgamentos antecipados. E como acontece em tempos de polarização extrema, muita gente correu para ocupar o tribunal das redes sociais, onde a sentença costuma vir antes mesmo das provas.
Mas eis que surge uma pergunta desconodativa, dessas que incomodam porque colocam todos diante do mesmo espelho: se Daniel Vorcaro realizou investimentos e aportes em produções e projetos ligados a outras figuras públicas e grandes grupos de comunicação, o critério de análise será o mesmo para todos?
Segundo informações divulgadas amplamente, o banqueiro teria destinado cerca de R$ 160 milhões ao programa comandado por Luciano Huck na Rede Globo. E aí nasce a pergunta que muitos passaram a fazer: se o dinheiro direcionado para um lado gera suspeita automática, para o outro lado recebe selo de normalidade? Mudam os critérios ou muda apenas a conveniência?
A questão central não é absolver A, condenar B ou transformar adversários em santos e aliados em demônios. O problema é a velha seletividade moral brasileira. A régua que estica para uns e encolhe para outros. O escândalo que ganha capa, plantão e indignação permanente dependendo do personagem envolvido.
Quando a imprensa escolhe personagens preferidos para o papel de vilão e outros para o de intocáveis, a narrativa deixa de ser jornalismo e passa a correr o risco de se transformar em militância com câmera, microfone e iluminação profissional.
A pergunta continua no ar: se houve irregularidade, que se investigue tudo. Sem lado, sem torcida organizada e sem tratamento VIP. Porque justiça que escolhe endereço não é justiça; é conveniência institucional.
No fim das contas, vale o velho ensinamento popular: quem tem telhado de vidro deveria pensar duas vezes antes de começar uma guerra de pedras.
Porque às vezes a primeira pedra não quebra o telhado do outro. Ela revela as rachaduras do próprio.
(*) Redação do TMNews do Vale
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