Quem sempre viveu das mentiras não pode criticá-la

Maior mentiroso do país diz que o Brasil seria melhor sem mentiras

Imagem criada pela equipe do TMNews do Vale com auxílio do gerador de imagens com IA.

Por Taciano Medrado*

Olá caríssimos,

Lula da Silva do P,  voltou a protagonizar mais um discurso recheado de contradições nesta terça-feira (26), durante evento de entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Manaus. Em tom de palanque eleitoral, Lula afirmou que o Brasil poderia estar “muito melhor” se a população não tivesse sido influenciada por mentiras de políticos “sem compromisso com o povo pobre”.

A declaração, no entanto, soa irônica vindo justamente de um político que construiu sua trajetória cercado por discursos contestados, promessas não cumpridas e escândalos que marcaram a história política recente do país.

Durante a cerimônia de entrega de 576 unidades habitacionais no Residencial Morar Melhor, empreendimento que recebeu investimento de R$ 92,16 milhões e deve beneficiar cerca de 2 mil pessoas, Lula tentou novamente assumir o papel de defensor exclusivo da população carente, atacando adversários políticos e reforçando a velha narrativa de “ricos contra pobres”.

Segundo o presidente, muitos políticos sequer conhecem a realidade da população humilde. “O Brasil já poderia estar muito melhor”, afirmou Lula, culpando governos anteriores e alegando que o país, de tempos em tempos, elege pessoas “sem compromisso com nada”.

O discurso, porém, ignora convenientemente os próprios erros históricos do PT, partido que governou o Brasil por mais de uma década e deixou um legado marcado por escândalos bilionários de corrupção, crise econômica e aparelhamento político. Para muitos críticos, Lula tenta vender a imagem de salvador da pátria enquanto o país enfrenta aumento da carga tributária, descontrole fiscal e crescente desconfiança no cenário econômico.

Ao alertar sobre fake news e o uso de inteligência artificial nas redes sociais, Lula mais uma vez tentou transferir para terceiros a responsabilidade pela divisão política e pela perda de credibilidade das instituições. O problema é que boa parte da população já não compra discursos prontos nem aceita narrativas construídas apenas para preservar projetos de poder.

No fim das contas, o presidente parece esquecer que autoridade moral para condenar mentiras não se conquista apenas no discurso, mas principalmente na coerência entre palavras e ações, algo que muitos brasileiros afirmam não enxergar no atual governo.

(*) Professor, analista político e redator chefe  do TMNews do Vale 

 


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