Algum tempo atrás escrevi um artigo com o título “Polarização – Nefasta a uma Nação”. Já naquele momento, eu denunciava o maniqueísmo entre Lula e Bolsonaro, pois essa escandalosa polarização beneficia esses dois líderes.
Esse embate polarizado leva ao fortalecimento de seus respectivos partidos — PT e PL — que acabam elegendo as maiores bancadas no Congresso Nacional. Como consequência, há um aumento significativo no repasse de recursos públicos para os cofres partidários, já que o financiamento é proporcional ao tamanho da bancada federal.
Aos fatos: a chamada “terceira via”, que muitos de nós sempre desejamos, foi sistematicamente sufocada. Heloísa Helena acabou marginalizada; Marina Silva foi destruída por uma campanha implacável de desconstrução de sua imagem enquanto candidata à Presidência; Eduardo Campos teve sua trajetória interrompida por um acidente até hoje cercado de questionamentos.
Ciro Gomes, que foi ministro nos governos Lula e Dilma, sempre esteve alinhado ao PT. Fica a indagação: por que não Ciro no lugar de Haddad? Talvez Bolsonaro não tivesse vencido aquela eleição. Acabou servindo como “bucha de canhão” e, hoje, além de não ser apoiado, é praticamente “exorcizado” politicamente.
Simone Tebet, por sua vez, foi cooptada e acabou premiada com uma candidatura ao Senado por São Paulo. Eis aí uma das consequências de se “guilhotinar” tantas lideranças da esquerda: surge a dúvida — quem será o sucessor de Lula?
Atualmente, convivemos com uma realidade já desenhada para as próximas eleições, onde a terceira e a quarta via aparecem representadas por candidaturas como as de Caiado e Zema, não necessariamente nessa ordem.
Resta-nos aguardar qual será o desfecho dessa “guilhotinada”, método tão antigo quanto eficaz na política, e quais efeitos ela produzirá nas próximas eleições.
QUEM VIVER, VERÁ.
(*) Médico e cidadão juazeirense
Não
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