Comprimido para prevenir sífilis e clamídia chega ao SUS e amplia estratégias de combate às ISTs



A incorporação de um comprimido como estratégia de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Sistema Único de Saúde (SUS) marca uma nova etapa no combate a doenças como sífilis e clamídia no Brasil. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde, que autorizou o uso da doxiciclina como profilaxia pós-exposição, conhecida como DoxiPEP.

A estratégia consiste na ingestão de 200 mg do antibiótico — geralmente dois comprimidos — em até 72 horas após uma relação sexual considerada de risco. Estudos internacionais apontam que o método pode reduzir entre 60% e 70% a chance de infecções bacterianas.

Apesar do avanço, especialistas alertam que a nova ferramenta não substitui outras formas de prevenção. A professora Emanoela Maria Rodrigues de Sousa, do IDOMED, destaca que a estratégia deve ser utilizada com responsabilidade e orientação médica.

“A incorporação do DoxiPEP ao SUS representa um avanço importante na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, mas o sucesso dessa estratégia depende diretamente do uso correto do medicamento e da manutenção de práticas seguras. Tomar a doxiciclina conforme orientação médica é essencial para garantir sua eficácia e evitar riscos de resistência bacteriana”, explica.

Segundo a especialista, o preservativo continua sendo indispensável. “Ele é a ferramenta mais abrangente de proteção, já que previne não apenas clamídia e sífilis, mas também HIV, HPV, gonorreia e outras ISTs. A combinação entre profilaxia, preservativo e testagem regular fortalece a chamada prevenção combinada, que é a forma mais eficaz de cuidar da saúde sexual”, afirma.

Ela também reforça que a responsabilidade é coletiva. “Segurança sexual não é apenas uma questão individual. Cada escolha responsável contribui para reduzir a transmissão de doenças e proteger toda a comunidade. O DoxiPEP é um aliado poderoso, mas só alcançará seu potencial máximo se for usado com consciência e em conjunto com outras medidas de prevenção”, completa.

O DoxiPEP tem eficácia principalmente contra sífilis e clamídia, mas não apresenta o mesmo resultado para outras infecções, como a gonorreia, nem protege contra doenças virais, como HIV, HPV e herpes. Por isso, o uso de preservativos e a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) continuam sendo fundamentais.

A implementação da estratégia no SUS deve ocorrer em até 180 dias. Nesse período, serão definidos protocolos clínicos, critérios de indicação e a rotina de acompanhamento dos pacientes, incluindo a realização de exames periódicos.

Mesmo entre pessoas que poderão utilizar o DoxiPEP, o acompanhamento médico será essencial. A estratégia exige monitoramento constante para evitar o uso inadequado do antibiótico e reduzir o risco de surgimento de bactérias resistentes.

Para especialistas, a chegada da nova abordagem ao SUS representa um avanço importante, especialmente quando associada a ações de educação em saúde, ampliação da testagem e acesso ao tratamento.

Texto e foto: Edusaúde

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