Nova camisa da seleção brasileira de futebol: Inovação ou prenúncio de luto?



Por Taciano Medrado*

Olá caríssimos leitores,

A CBF lançará um novo uniforme da seleção brasileira nos dois jogos amistosos contra a França e a Croácia e que será utilizado na Copa do Mundo. Todos sabem o significado simbólico do preto estampando em qualquer imagem ou foto. 

Que a atual seleção brasileira já sucumbiu e desceu ao túmulo há muito tempo, isso é inegável, basta rever o fatídico e vergonhoso retrospecto dos últimos 10 anos.  

Mas convenhamos: acrescentar a cor preta na tradicionalíssima camisa canarinho e nas suas cores históricas e emblemáticas, verde, amarelo, azul e branco, é, no mínimo, um tremendo mau gosto e um desrespeito à nossa seleção e aos milhões de torcedores brasileiros.

O porquê dessa mudança? Seria puro mercenarismo comercial para homenagear patrocinadores e marcas internacionais? Ou mais uma tentativa de transformar a camisa mais pesada do futebol mundial em simples peça de marketing esportivo?

A camisa da seleção brasileira nunca foi apenas um uniforme. Ela representa história, identidade e tradição. Foi vestindo o amarelo canarinho que o Brasil conquistou cinco Copas do Mundo e construiu uma das maiores narrativas esportivas do planeta. Cada cor presente no escudo e no uniforme carrega simbolismo, memória e orgulho nacional.

Substituir ou descaracterizar essa identidade com cores que não fazem parte da tradição histórica da seleção soa como mais um exemplo de como o futebol moderno, dominado por interesses comerciais, muitas vezes se distancia do sentimento do torcedor. Para muitos brasileiros, a camisa da seleção não é produto de vitrine, é símbolo da própria nação dentro de campo.

Alguns defensores da novidade dirão que se trata apenas de inovação, de modernidade, de estratégia de marketing global. Porém, a pergunta que fica é: até que ponto vale a pena inovar quando o preço pode ser a perda da própria identidade?

Se a intenção era gerar repercussão, conseguiram. Mas não necessariamente da forma mais positiva. Para grande parte da torcida, ver a seleção brasileira vestindo preto não transmite modernidade, transmite a sensação de que algo se perdeu pelo caminho.

Talvez o problema não seja apenas a cor do uniforme. Talvez o desconforto do torcedor venha de algo mais profundo: a percepção de que a seleção brasileira já não representa como antes o espírito do futebol brasileiro.

E assim fica a reflexão:

Será apenas uma jogada de marketing… ou o retrato simbólico de uma seleção que, para muitos torcedores, já vive há tempos um momento de luto dentro de campo? 

(*) Editor chefe do TMNews do Vale 

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