O presidente Lula começa a colocar em prática seu espírito de sobrevivência política como candidato, demonstrando o seu feeling político, ou desespero.
O calvário vivido hoje pelo STF, em parte causado pelos próprios ministros, devido às peripécias jurídicas, especificamente de dois deles, Toffoli e Moraes, está levando à perda constante de credibilidade da Corte Constitucional.
Esse cenário tem levado a sociedade a questionar o comportamento não usual das decisões monocráticas dos ministros acima citados.
Alexandre de Moraes já teria cumprido a função que o sistema queria: condenar Bolsonaro. Já poderia, então, ser descartado. Quanto a Toffoli, o buraco é mais embaixo: remonta a uma velha mágoa.
Andrei Rodrigues, atual chefe da Polícia Federal, é subordinado ao ministro da Justiça, que, por sua vez, é subordinado ao presidente da República.
Ganha um milhão de dólares quem responder a seguinte pergunta: de onde partiu a ordem para o chefe da Polícia Federal enviar um relatório diretamente ao presidente do STF, sem correr o risco de ser demitido?
Outra pergunta que vale o mesmo prêmio: qual ministro proibiu Lula de ir ao enterro do irmão? Isso mesmo: ganhou quem respondeu Toffoli, que inclusive já pediu perdão e não foi perdoado, mas continua servindo fielmente a quem o indicou. Desde então, a relação entre os dois nunca foi normalizada e, nesse exato momento, aflorou o sentimento de retaliação do senhor presidente da República, que estaria entregando a cabeça de Toffoli aos leões.
No entanto, não haveria prejuízo para sua tranquila maioria no plenário da Suprema Corte, pois a vaga seria preenchida por indicação do próprio Lula. Não sei se há outro advogado particular para indicar, porém mata dois coelhos com uma só cajadada: vinga-se de Toffoli e mantém a hegemonia no plenário da Corte.
Outra vertente é o estratégico afastamento de Lula do STF, procurando dissociar sua imagem da Suprema Corte, associação essa que é tão forte que, inclusive, já foi por ele verbalizada: que, sem o STF, ele não conseguiria governar. Tanto assim é que, quando projetos que não agradam ao seu governo são aprovados pelo Congresso Nacional, seus cabos de guerra são acionados, Guilherme Boulos, Lindbergh Farias e Randolfe Rodrigues, provocando o STF e, consequentemente, sendo as medidas revogadas, para efusivas comemorações por parte do Palácio do Planalto.
São apenas elucubrações?
Aguardemos os acontecimentos.
(*) Médico
OBS:. Titulo corrigido pelo autor ás 20;54h com a exclusão da palavra "Desespero"
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