Por: Taciano Medrado*
Um episódio grave marcou o pós-jogo entre Juazeirense e Bahia, válido pelo Campeonato Baiano, realizado neste domingo (8), no Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro. Uma das torres de iluminação do estádio desabou logo após o término da partida, reacendendo o debate sobre as condições estruturais de um dos principais palcos esportivos do interior baiano.
Apesar de não haver registro de feridos, o incidente gerou apreensão. No momento do desabamento, o treinador do tricolor de aço, Rogério Ceni, dava entrevista ainda dentro do estádio aos profissionais da imprensa e contava com a presença de funcionários, e pessoas que deixavam o local. A situação poderia ter resultado em uma tragédia de grandes proporções caso ocorresse durante o andamento da partida.
Alerta ignorado
O Estádio Adauto Moraes é historicamente utilizado para jogos de grande porte, recebendo equipes tradicionais, transmissões oficiais e público expressivo. No entanto, o episódio evidencia fragilidades estruturais que vão além de um evento isolado. A falta de manutenção preventiva e de vistorias técnicas periódicas levanta dúvidas sobre a real segurança do equipamento, e um gramado em péssimas condições e inadequado á prática do bom futebol.
Para especialistas da área, estruturas como torres de iluminação exigem monitoramento constante, sobretudo em regiões sujeitas a ventos fortes, como é o caso de Juazeiro. A ocorrência expõe a necessidade de investimentos contínuos, e não apenas intervenções emergenciais.
Versão oficial
Em nota encaminhada à imprensa, a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes de Juazeiro (Seculte) informou que a queda da torre ocorreu em decorrência dos fortes ventos registrados na cidade.
Segundo a pasta, no momento do ocorrido a partida entre Juazeirense e Bahia já havia sido encerrada e ninguém foi atingido. A prefeitura determinou o isolamento imediato da área e acionou a empresa responsável pela instalação da torre para vistoriar e reforçar a segurança das demais estruturas.
A gestão municipal afirmou ainda que segue acompanhando a situação e reforçou o compromisso com a segurança de todos.
Responsabilização e transparência
O episódio acende um sinal de alerta para o poder público municipal. Mais do que explicações pontuais, o caso exige laudos técnicos detalhados, divulgação dos prazos de correção e esclarecimentos sobre a periodicidade das manutenções realizadas no estádio.
O futebol, enquanto patrimônio cultural e social, não pode conviver com riscos estruturais. Garantir segurança a atletas, trabalhadores e torcedores deve ser prioridade absoluta.
O TMNews do Vale segue acompanhando o caso e aguarda novas informações oficiais sobre as providências adotadas.
(*) Redação
Não
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