Olá carissimos,
Se 2022 entrou para a história como uma das eleições mais tensas, polarizadas e emocionalmente carregadas da Nova República, 2026 promete elevar esse conflito a um novo e perigoso patamar.
O que antes foi chamado de “disputa democrática” assumiu contornos claros de guerra política, cultural, institucional e comunicacional, e nada indica que o próximo embate será mais civilizado. Pelo contrário.
A eleição passada deixou cicatrizes abertas: famílias divididas, amizades rompidas, instituições questionadas e uma sociedade permanentemente em estado de alerta. O discurso do “nós contra eles” deixou de ser retórica de campanha para se transformar em método político. Em 2026, esse método tende a ser aprofundado, profissionalizado e radicalizado.
O governo Lula 3 chega ao ano eleitoral fragilizado. A economia patina, a sensação de insegurança cresce, a confiança nas instituições está corroída e a narrativa oficial já não encontra o mesmo eco de outrora. Diante desse cenário, a estratégia não deverá ser a pacificação, mas a mobilização do medo: medo do adversário, medo do “retrocesso”, medo do caos. O eleitor será novamente empurrado para uma escolha baseada mais no pavor do que na esperança.
Do outro lado, a oposição também não virá desarmada. Aprendeu com 2022, reorganizou suas bases digitais, ampliou sua presença nas ruas e aposta num discurso ainda mais direto, confrontacional e antissistema. A retórica será dura, as acusações mútuas incessantes e o campo institucional continuará sendo tratado como trincheira de guerra.
As redes sociais, já transformadas em campos minados de desinformação, deepfakes e linchamentos virtuais, serão armas centrais. A Justiça Eleitoral, mais uma vez, será chamada a intervir, e, ao fazê-lo, inevitavelmente será acusada de parcialidade por um dos lados, aprofundando a crise de confiança no processo democrático, a exemplo de 2022, onde um magistrado ao ouvir uma sentença final de um das juízes do STE, contra um recurso do então candidato Jair Bolsonaro, fez gesto de guilhotina com um sorriso sarcástico estampada na cara.
Em 2026, não estará em disputa apenas quem ocupará o Palácio do Planalto. Estará em jogo o próprio conceito de democracia, a credibilidade das instituições, a liberdade de expressão e a capacidade do Brasil de conviver com opiniões divergentes sem flertar com o colapso social.
Se 2022 foi uma guerra, 2026 tem todos os ingredientes para ser uma batalha ainda mais dura, mais suja e mais perigosa. O alerta está dado. Quem acredita que será apenas mais uma eleição, talvez ainda não tenha entendido o tamanho do conflito que se aproxima.
Preparem-se. O embate não será apenas nas urnas.
(*) Professor e analista político
Não
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