O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou ontem contra a abertura de um inquérito para apurar se a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) cometeu os crimes de obstrução de investigação e coação no curso do processo.
Abertura do inquérito foi determinada em junho do ano passado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Na avaliação do ministro relator, declarações de Zambelli em entrevistas indicavam fuga e reiteração de condutas criminosas que atentam contra as instituições.
Moraes relacionou ação de Zambelli com a do também ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a do empresário Paulo Figueiredo. O ministro destacou nos autos que Zambelli elogiou a atuação de Eduardo e Figueiredo nos Estados Unidos e que iria para a Europa com o mesmo propósito. Para Moraes, Zambelli pretendia adotar o "modus operandi" do filho do ex-presidente para descredibilizar instituições brasileiras e tentar coagir investigadores. Tanto Eduardo quanto Figueiredo respondem por coação.
"As diversas entrevistas da ré, em 3/6/2025, indicam que a sua fuga do território nacional se reveste, além da tentativa de impedir a aplicação da lei penal, também, na reiteração das condutas criminosas de atentar contra as Instituições, por meio de desinformação para descredibilizar as instituições democráticas brasileiras e de interferir no andamento de processos judiciais em trâmite nesta corte." (Trecho da decisão do ministro Alexandre de Moraes)
Para Gonet, porém, apesar de as insinuações de Zambelli serem claras, ela não chegou a concretizá-las. Além de ela ter sido presa na Itália, os documentos periciais "não revelaram concreto conluio com agentes estrangeiros ou nacionais, tampouco ações diversas que detivessem o condão de impactar o trâmite de inquéritos ou de ações penais no âmbito do Supremo Tribunal Federal", escreveu no parecer.
"É verossímil, portanto, que o projeto delituoso tenha se limitado ao nível da retórica, sem significativa exteriorização de atos executórios." (Procurador-geral da República, Paulo Gonet.)
Zambelli está presa na Itália
Ex-deputada está presa em Roma desde julho de 2025. Ela ocupa uma cela na Penitenciária Feminina de Rebibbia desde julho de 2025. Agora, aguarda decisão da Justiça italiana quanto a um processo de extradição para o Brasil.
Ela foi condenada pelo STF a dez anos de prisão e renunciou a seu mandato na Câmara. A condenação se deu em outro processo, por invasão hacker ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Fonte: Uol
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