Novo relator assume postura técnica e reforça autonomia investigativa após turbulência no STF
A movimentação do ministro André Mendonça no dia seguinte a ser sorteado relator do chamado Caso Master não foi um gesto protocolar, foi um recado. Ao receber delegados e investigadores da Polícia Federal na tarde da última sexta-feira (13), Mendonça sinalizou que pretende conduzir o processo com base técnica e diálogo institucional, após semanas de desgaste no Supremo Tribunal Federal.
Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, participaram da reunião o diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, e outros investigadores da corporação. O diretor-geral, Andrei Rodrigues, não esteve presente por estar fora de Brasília. Ainda assim, o gesto foi interpretado como uma aproximação estratégica entre o novo relator e os responsáveis pela apuração.
A reunião teve dois objetivos claros: apresentar a Mendonça um panorama atualizado da investigação envolvendo o Banco Master e alinhar procedimentos para os próximos passos. Em tempos de tensão institucional, transparência e previsibilidade tornam-se ativos valiosos.
Um contraste inevitável
Nos bastidores do Supremo, a leitura predominante é que a postura de Mendonça contrasta com a relação turbulenta que a Polícia Federal manteve com o ministro Dias Toffoli durante a fase anterior do caso. O atrito foi tamanho que culminou na saída de Toffoli da relatoria.
O episódio ganhou contornos ainda mais delicados quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, esteve pessoalmente no Supremo para entregar ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório apontando possíveis conexões entre o então relator e Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A partir dali, o cenário tornou-se politicamente insustentável.
A troca de relatoria, portanto, não foi apenas uma mudança de nome, foi uma tentativa de restaurar credibilidade ao processo.
Serenidade e independência
Ao pregar serenidade e reafirmar que atua de forma técnica, Mendonça procura blindar a investigação de ruídos políticos. O compromisso da PF de enviar um relatório detalhado ao ministro indica que a corporação se sente mais confortável no atual ambiente institucional.
Mais do que um encontro protocolar, a reunião simboliza um esforço de reconstrução de confiança entre Judiciário e órgãos de investigação. Em um caso que já provocou abalos internos no STF, a condução equilibrada será determinante para preservar não apenas o andamento processual, mas a própria imagem da Corte.
O Caso Master deixa de ser apenas uma investigação financeira e passa a representar um teste institucional. A expectativa agora é que o novo relator mantenha a coerência entre discurso e prática. Se o apoio técnico à Polícia Federal se confirmar em decisões firmes e transparentes, o Supremo poderá transformar uma crise em oportunidade de reafirmação institucional.
No tabuleiro político-jurídico de Brasília, sinais importam. E o de Mendonça, ao menos neste primeiro movimento, foi claro: a investigação seguirá seu curso, sem atalhos e sem interferências.
(*) Redação TMNews do Vale
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