The Economist: caso Master reforça percepção de parcialidade do STF


Banco Master (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

As consequências da liquidação do Banco Master estão ficando feias”. É assim que a revista britânica The Economist avalia, em artigo divulgado na quinta-feira (22), o desdobramento do caso envolvendo a instituição financeira. Segundo a publicação, as ligações políticas do proprietário do banco, Daniel Vorcaro — investigado por supostas fraudes —, com o meio político “reforçam a impressão entre os eleitores brasileiros de que a Suprema Corte do país carece de imparcialidade”.

De acordo com The Economist, o escândalo poderia ter sido encerrado com a decisão do Banco Central de decretar, em novembro, a liquidação do Banco Master. “A saga poderia ter terminado ali. Mas os efeitos da falência do Banco Master vão além do setor bancário. Isso porque Vorcaro passou anos cultivando laços com a elite brasileira”, escreve a revista.

Na avaliação da publicação, o episódio trouxe à tona conexões sensíveis entre diferentes esferas do poder em Brasília. “O caso expôs ligações entre políticos, figurões do mercado financeiro e o Judiciário em Brasília, a capital, prejudicando a reputação do Supremo Tribunal Federal e do Congresso”.

A revista destaca ainda que a reação de ministros do STF à proposta de adoção de um código de ética contribuiu negativamente para a percepção pública sobre a Corte. “Para combater tais suspeitas, o novo presidente do tribunal, Edson Fachin, um juiz sóbrio que evita os holofotes, propôs que o colegiado adotasse um código de ética nos moldes do Tribunal Constitucional da Alemanha. Os colegas de Fachin zombaram da proposta”, afirma The Economist.

Fonte: Brasil 247

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