Entre discursos, ministros e estatísticas alarmantes, o governo federal fracassa em entregar segurança enquanto o crime avança e a população vive refém do medo
Por: Taciano Medrado*
O governo Lula 3 volta a ser confrontado por uma realidade que insiste em desmentir sua retórica: a segurança pública, anunciada como prioridade desde o primeiro dia de mandato, tornou-se mais um símbolo de promessas vazias e incapacidade administrativa.
Durante a campanha eleitoral, Lula comprometeu-se a liderar um novo pacto nacional pela segurança, prometendo coordenação federativa, enfrentamento ao crime organizado e fortalecimento das forças policiais. Passados mais de dois anos, o que se observa é o oposto do discurso: ausência de comando efetivo, desarticulação institucional e um país cada vez mais dominado pela sensação de medo.
Os números confirmam aquilo que o cidadão já sente nas ruas. Levantamento do instituto Paraná Pesquisas aponta que 44,3% dos brasileiros avaliam que a segurança pública piorou sob o governo Lula. O dado, analisado por Débora Bergamasco, no Agora Manhã, da CNN, desmonta a narrativa oficial e expõe o fracasso das políticas anunciadas. Mesmo reconhecendo a segurança como área estratégica, o governo não conseguiu transformar discurso em ação, nem intenção em resultado.
A troca de comando no Ministério da Justiça e Segurança Pública ilustra a desorientação do governo. Sob Flávio Dino, a pasta foi marcada por embates políticos e retórica ideológica. Com Ricardo Lewandowski, a promessa de maior equilíbrio institucional tampouco se traduziu em ações eficazes. Mudaram os ministros, mas o caos permaneceu — e se aprofundou.
Facções criminosas ampliam sua influência, dominam presídios, controlam territórios urbanos e desafiam abertamente o Estado. Enquanto isso, o governo federal prefere relativizar a violência, minimizar estatísticas e transferir responsabilidades para governadores, como se a União não tivesse dever constitucional de liderar e coordenar o enfrentamento ao crime organizado em escala nacional.
Mais grave ainda é a insistência em tratar a segurança pública sob uma lente ideológica e complacente, ignorando que o cidadão comum exige presença do Estado, inteligência policial, investimento em tecnologia, integração de dados e valorização das forças de segurança. O resultado dessa postura é uma população acuada, refém da criminalidade e abandonada por um governo que se mostra incapaz de agir.
A promessa de um novo modelo de segurança pública revelou-se, na prática, mais um engodo eleitoral. O brasileiro não quer slogans, narrativas ou justificativas burocráticas. Quer poder sair de casa, trabalhar e voltar com vida.
Ao falhar naquilo que mais impacta o cotidiano da população, o governo Lula 3 consolida uma imagem de ineficiência, improviso e distanciamento da realidade. Na segurança pública, o preço da omissão é alto demais: não se mede apenas em pesquisas ou índices, mas em medo, sofrimento e vidas perdidas.
(*) Professor e analista político
Não
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