O Brasil enlameado em escândalos (INSS, Banco Master), e a esquerda sob comando do líder do governo Lula 3 foca em Nikolas Ferreira
Por Taciano Medrado*
Enquanto o Brasil afunda em sucessivos escândalos que sangram os cofres públicos e corroem a já frágil confiança da população, a esquerda capitaneada pelo líder do governo Lula 3, Lindbergh Faria, parece ter eleito um inimigo preferencial para desviar o foco do desastre: o deputado Nikolas Ferreira. É o velho truque lulopetista, requentado sem pudor, quando a realidade aperta, cria-se um espantalho conveniente para distrair o público.
Parlamentares da esquerda reagiram com dureza ao episódio em que um raio atingiu manifestantes durante o ato convocado e liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), neste domingo (25), em Brasília. Em uma reação quase caricata, deputados governistas acusaram o parlamentar de irresponsabilidade na condução da mobilização, tentaram imputar a ele a culpa pelos feridos e chegaram a defender apuração política e jurídica do caso , como se fosse possível abrir uma CPI contra a meteorologia.
O oportunismo político foi imediato. Em vez de solidariedade às vítimas ou de um debate sério sobre segurança em eventos públicos, a esquerda preferiu transformar um fenômeno natural em munição ideológica. O discurso, carregado de histeria seletiva, escancarou o desespero de quem precisa fabricar culpados enquanto foge de explicar escândalos reais que explodem dentro do próprio governo.
De um lado, denúncias graves envolvendo o INSS, com suspeitas de irregularidades que atingem diretamente aposentados e pensionistas, justamente a parcela da população que o discurso oficial diz “defender”. De outro, o caso Banco Master, mais um capítulo nebuloso que levanta questionamentos sobre relações promíscuas, fiscalização frouxa e um silêncio ensurdecedor por parte de quem deveria explicações ao país. Tudo isso acontece sob o guarda-chuva de um governo que prometeu “reconstrução”, mas entrega reincidência.
Em vez de enfrentar os fatos com transparência, o lulopetismo prefere a cortina de fumaça. O líder do governo, em tom quase histriônico, tenta colar em Nikolas Ferreira a responsabilidade por desastres naturais, como se discursos, vídeos ou postagens tivessem o poder de mover chuvas, rios e encostas. A lógica é risível, mas a intenção é clara: transformar um fenômeno da natureza em palanque político e um deputado de oposição em bode expiatório.
A hipocrisia salta aos olhos. Quando tragédias ocorrem em governos aliados, a culpa é das “mudanças climáticas globais”, da “herança maldita” ou de qualquer entidade abstrata. Quando convém atacar a oposição, o desastre vira arma retórica, e a responsabilidade, seletiva. Não há autocrítica, não há mea-culpa, não há cobrança interna, apenas dedo em riste para fora.
O lulopetismo já fez isso antes e faz de novo: terceiriza a culpa, demoniza adversários e aposta na memória curta do eleitor. Mas o Brasil real está vendo. Está vendo o contraste entre a gravidade dos escândalos e a superficialidade do debate imposto pelo governo. Está vendo que, enquanto o país pede respostas, o Planalto oferece distrações.
No fim das contas, a lama que cobre o Brasil não vem só das enchentes ou dos desastres naturais. Ela escorre também dos escândalos mal explicados, da narrativa cínica e da hipocrisia política de quem governa olhando mais para a propaganda do que para a verdade.
Nikolas Ferreira rejeitou as acusações e foi direto ao ponto. Em declaração a jornalistas na porta do Hospital de Base, onde algumas vítimas foram atendidas, o deputado afirmou que o ocorrido não teve qualquer relação com falhas de organização. “O que aconteceu foi um incidente natural, não foi por irresponsabilidade nossa, não foi falta de organização, não foi por tumulto. Foi literalmente algo que foge do nosso controle”, afirmou.
A fala desmonta a narrativa governista, mas não impede a tentativa de linchamento político. Afinal, para o lulopetismo, a lógica é simples: corrupção bilionária pode ser relativizada, rombos no INSS podem ser empurrados para debaixo do tapete, relações obscuras com o sistema financeiro podem ser ignoradas, mas um raio, esse sim, merece responsabilização imediata… desde que caia sobre um adversário político.
A hipocrisia, mais uma vez, fala mais alto que os fatos.
(*) Professor e analista político
Não
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