Por Taciano Medrado*
Nenhuma ditadura cai por acaso. Ela apodrece aos poucos, por dentro, até que o peso da própria podridão rompe o galho que a sustenta. Nicolás Maduro não caiu por força de um evento isolado, mas pela soma de erros, abusos e pela recusa sistemática em ouvir o seu próprio povo. Como uma fruta podre, permaneceu tempo demais presa à árvore do autoritarismo, contaminando tudo ao redor.
A Venezuela foi sendo levada ao colapso enquanto o regime insistia em discursos vazios, eleições questionadas e repressão como método de governo. A promessa de justiça social deu lugar à fome, ao êxodo em massa e à destruição das instituições. Quando um governo precisa silenciar jornalistas, perseguir opositores e manipular a lei para se manter de pé, já não governa: apenas ocupa o poder.
Maduro tentou se sustentar no medo, na propaganda e no apoio de aliados ideológicos externos, mas esqueceu uma verdade elementar da política: nenhum poder é eterno quando se divorcia da realidade. A árvore da ditadura até pode parecer forte, mas suas raízes apodrecem quando se alimentam de corrupção, mentira e violência institucional.
A queda de um ditador não significa, automaticamente, a libertação de um povo. Ela representa, antes, o fim de um ciclo de degradação. O desafio que se impõe à Venezuela é reconstruir instituições, devolver dignidade aos cidadãos e provar que a democracia não é um discurso conveniente, mas um compromisso permanente.
A história ensina que ditadores raramente percebem o momento exato em que deixam de ser temidos para se tornarem apenas rejeitados. Quando isso acontece, a queda é inevitável. Como toda fruta podre, Maduro não caiu porque alguém sacudiu a árvore, mas porque já não havia mais como se sustentar.
(*) Professor e Redator chefe do TMNews do Vale
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