Olá carissimos,
Diante do cenário por que vem passando o Brasil, onde o cidadão não sabe mais diferenciar o que certo e errado. Onde quem anda fora da lei é protegido e quem é cumpridor dela é punido. Onde quem rouba bilhões é solto, mas quem pinta de batom uma estátua é condenada a anos de prisão, mesmo sem ter ficha policial suja. Onde quem exerce o seu direito de livre expressão e do pensar, é considerado ante democrático e perigoso para a democracia.
A máxima “No geral, obedeça às regras, mas se for necessário, quebre algumas” provoca uma reflexão incômoda sobre o equilíbrio entre ordem e ousadia, entre conformidade e transformação.
Em sociedades que se pretendem democráticas e modernas, seguir regras é essencial: elas organizam a convivência, garantem direitos básicos e delimitam responsabilidades. No entanto, a história demonstra que as maiores mudanças, sociais, políticas, científicas ou culturais, quase sempre surgiram quando alguém ousou questionar o que estava imposto.
O problema começa quando essa frase é utilizada de forma oportunista. Muitos a repetem como justificativa para atos arbitrários, ilegais ou simplesmente egoístas. Quebrar regras por conveniência pessoal não é coragem; é irresponsabilidade. Coragem verdadeira é enfrentar normas injustas em nome do bem coletivo, e não para atender a interesses particulares ou manter privilégios.
A crítica que se impõe é: quem decide quais regras devem ser rompidas?
Em regimes autoritários, são os líderes que, travestidos de salvadores, se colocam acima das leis. Em democracias frágeis, grupos políticos usam esse discurso para flertar com o arbítrio, sempre pintando suas transgressões como “necessárias”. E é justamente nesse ponto que a frase deixa de ser filosofia e vira perigo.
A regra só deve ser quebrada quando sua manutenção viola valores maiores, justiça, equidade, dignidade humana. E, mesmo assim, a ruptura precisa vir acompanhada de responsabilidade, transparência e propósito ético. Não se trata de promover o caos, mas de reconhecer que nenhuma sociedade avança se todas as pessoas permanecerem presas a estruturas envelhecidas e imutáveis.
Portanto, a frase é válida, desde que entendida em sua complexidade. Obedecer às regras mantém a ordem, mas questioná-las, e eventualmente rompê-la, é o que mantém a esperança de um futuro melhor.
A linha que separa coragem de oportunismo é tênue, e cabe à consciência coletiva evitar que o discurso da “quebra necessária” se transforme em justificativa para abusos. Afinal, uma sociedade que aceita qualquer ruptura sem reflexão está tão condenada quanto aquela que proíbe qualquer mudança.
(*) Professor e psicopedagogo
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