Por: Taciano Medrado*
Olá carissimos,
Se o imbróglio envolvendo o Brasil e os EUA fosse um jogo de cartas, típico dos grandes cassinos de Las Vegas, eu apostaria todas as minhas fichas no fracasso do governo Lula 3 em tentar reverter o tarifaço, e por tabela, revogar as sanções impostas aos ministros do STF (Lei Magnitsky), a quem ele parece está mais preocupado em resolver o problema do que cuidar dos interesses do povo brasileiro.
O famoso tarifaço dos Estados Unidos caiu como uma bomba no comércio internacional, e mais uma vez o Brasil está no papel de coadjuvante que tenta negociar enquanto leva pancada. O discurso de parceria estratégica, tão bonito nos palanques e coletivas, evapora quando Washington decide apertar o cerco para proteger seus interesses. Aí fica claro: quem ainda acredita em “relação equilibrada” entre Brasil e EUA, ou não entendeu o jogo geopolítico, ou prefere fazer papel de ingênuo.
Segundo reportagem da revista VEJA, depois do encontro entre Lula e Donald Trump na Malásia, ficou acertado que Mauro Vieira, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin iriam a Washington negociar a reversão do tarifaço. Do outro lado, estariam Marco Rubio, Scott Bessent e Jamieson Greer, o alto escalão do poder americano. Tudo lindo. Agenda diplomática afinada, foto oficial garantida…
Só tem um problema: a reunião simplesmente não existe. Não tem data, não tem agenda, não tem confirmação. Silêncio absoluto no rádio. Washington não atende. E o Brasil, mais uma vez, espera sentado, como se aguardar fosse estratégia.
Enquanto isso, a retórica protecionista americana cresce e se disfarça de patriotismo econômico. É o velho jogo imperial: quando interessa, pregam “livre mercado”; quando sentem a concorrência apertar, levantam muros, taxam, intimidam e voltam ao isolacionismo travestido de soberania. Chama-se pragmatismo imperial. E, goste-se ou não, funciona, para eles.
Já por aqui, seguimos naquele clássico roteiro nacional: governo anuncia, imprensa repercute, diplomatas redigem notas elegantes e o Brasil aguarda um retorno que nunca vem. Enquanto isso, fábricas, exportadores e trabalhadores ficam à mercê da boa vontade americana. É a diplomacia do “favor”, não da força.
E o recado é cristalino: quem manda no tabuleiro não está interessado em conversa, e quem depende de conversa sem poder, vira figurante.
O mundo mudou. O eixo econômico está mudando. Mas o Brasil ainda opera como quem espera a benção do “irmão do Norte”, enquanto deveria investir em tecnologia própria, acordos bilaterais firmes e postura soberana real, não retórica.
Até lá, O governo Lula 3 segue enxugando gelo. E congelados na ingenuidade.
(*) Professor, redator chefe e analista político
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