Por um ato de indulgência : o chamado ao acolhimento de animais

 


Existe algo de profundamente comovente em observar quando uma pessoa acolhe um cachorro de rua, fraco, doente ou assustado, e pouco tempo depois outros cães começam a aparecer diante da mesma casa, como se fossem atraídos por uma força invisível. Muitos já testemunharam esse fenômeno e se perguntam o que há por trás disso: acaso, instinto ou se trata de algo espiritual?

Do ponto de vista natural, há explicações claras e coerentes. Os cães se comunicam principalmente pelo olfato. Quando um animal encontra abrigo, alimento e carinho, ele deixa no ambiente um conjunto de feromônios e odores que indicam segurança. Esses sinais, imperceptíveis aos humanos, são interpretados por outros cães como um aviso de que ali há um lugar onde é possível confiar. É como se o cheiro do acolhimento se espalhasse. Além disso, o cão resgatado marca o território com o corpo e as patas, criando uma espécie de assinatura química que outros cães reconhecem à distância.

Há também o fator comportamental. Os cães observam e aprendem uns com os outros. Eles percebem quando um semelhante está tranquilo, bem alimentado e em paz. Essa postura serena é uma mensagem silenciosa que diz que ali há cuidado. E, somando-se a isso, o ambiente onde há alimento, carinho e cheiro humano afetuoso torna-se naturalmente um ponto de atração para outros animais abandonados.

Alguns veem nisso uma manifestação espiritual, e de certa forma há mesmo algo espiritual ali, mas não no sentido místico. O que há de espiritual é a sensibilidade que Deus colocou no coração do homem, a capacidade de sentir compaixão por um ser indefeso e de transformar um espaço simples em um refúgio de amor. Pessoas que fazem o bem aos animais, que estendem a mão a um ser que nada pode oferecer em troca, revelam o tipo de coração que o próprio Deus admira, um coração generoso, sensível e atencioso.

Exemplos assim se multiplicam por todo o país. A dona de casa Maria Nilza acolheu dois cães de rua bastante doentes, que hoje fazem parte da família. Dormem em sua garagem, são bem alimentados e acompanhados por veterinário regularmente. Outro caso é o do professor Taciano Medrado, que acolheu um cão de rua e, desde então, curiosamente, sua casa passou a se tornar um ponto de referência para outros cães da vizinhança, que se aproximam em busca de ajuda quando estão famintos ou debilitados. Casos como esses, comuns em cidades de todo o Brasil, também se repetem em Juazeiro, na Bahia, onde pessoas sensíveis vêm demonstrando, com gestos simples, o verdadeiro sentido da solidariedade.

Mesmo em lares pequenos, é possível transformar o espaço em um ponto de acolhimento controlado. Isso significa cuidar com equilíbrio, sem perder a ternura. Manter o ambiente limpo e arejado, definir um número máximo de animais, garantir água, alimento e repouso, e, se possível, buscar apoio de veterinários, vizinhos ou grupos de proteção. A solidariedade compartilhada torna o gesto mais sustentável e duradouro. Talvez seja hora de essas pessoas se unirem e criarem projetos locais em prol dos animais, para que o amor e o cuidado se transformem também em ação organizada.

Porque, no fim das contas, o que atrai os cães não é apenas o cheiro de outro cão ou o rastro de alimento, é o perfume invisível do amor que mora em quem acolhe, o mesmo amor que vem de Deus e que, quando vivido com compaixão, transforma qualquer lugar em abrigo e qualquer pessoa em instrumento de esperança.

Teobaldo Pedro
Pastor

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