Lula 3, um governo onde o poder veste saia



Por: Taciano Medrado*

Olá caríssimos

Ja não bastasse a postura de estadista que a primeira dama do Brasil, Janja, resolveu assumir, sem nenhum constrangimento, mesmo não sendo eleita pelo voto popular, para consolidar seu poder, o seu marido, Lula, não se dando por satisfeito, resolveu inflar ainda mais o ego da sua amada e publicou o decreto nº 12.604, que estabelece alterações na estrutura administrativa da Presidência da República. A medida, assinada em 28 de agosto de 2025, amplia o acesso da primeira-dama, Janja Lula da Silva, aos serviços do Gabinete Pessoal do presidente da República.

O texto foi assinado por Lula, pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. O decreto modifica normas de 2023 e determina que o gabinete também deverá “apoiar o cônjuge de Presidente da República no exercício das atividades de interesse público”.

Entre o discurso da inclusão e o uso político da imagem feminina, o Planalto confunde o público com o privado e transforma o poder em um palco de conveniências.

O terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva poderia ter sido lembrado pela reconstrução nacional após anos de crise, mas está se destacando por algo curioso: o poder, agora, veste saia. Não por uma revolução feminista ou avanço real na representatividade, mas por uma estratégia de conveniência política.

O governo Lula 3 é marcado por um protagonismo feminino cuidadosamente calculado — ministras, aliadas e porta-vozes mulheres que, mais do que ocupar cargos, servem como escudo simbólico para decisões impopulares e discursos autoritários. Quando a crítica pesa, o Palácio do Planalto faz questão de colocar uma “voz feminina” à frente das polêmicas, como se a presença de mulheres no poder pudesse suavizar a dureza de um governo centralizador, revanchista e guiado pelo toma-lá-dá-cá partidário.

Ou seja, o poder agora não apenas veste saia — ele dorme ao lado do presidente. A linha que separa o público do privado se torna cada vez mais tênue, e o papel institucional da primeira-dama, antes limitado a ações sociais ou representativas, agora ganha status quase ministerial, com acesso à estrutura, equipe e recursos do próprio gabinete presidencial.

É o uso do gênero como cortina de fumaça. O feminismo é invocado quando convém, e o discurso da inclusão serve mais para proteger o governo de críticas do que para transformar as estruturas de desigualdade. O poder veste saia, sim — mas a política por trás continua sendo feita por mãos calejadas de velhos caciques, que apenas mudaram o figurino da dominação.

Enquanto o Brasil enfrenta desemprego, inflação e uma máquina pública inchada, o Planalto tenta vender uma imagem de pluralidade e sensibilidade social. No entanto, o que se vê é a repetição do mesmo roteiro: alianças fisiológicas, troca de favores, manipulação institucional e uma retórica de “paz e amor” que já não convence nem os aliados mais fiéis.

Em vez de empoderar, o governo Lula 3 instrumentaliza. Em vez de renovar, recicla. E o resultado é um poder disfarçado de progressismo, mas movido pela velha engrenagem da conveniência e da manutenção do controle.

No fim, o poder pode até vestir saia — mas quem continua mandando veste a velha armadura do autoritarismo disfarçado de democracia.

(*) Professor, analista político e Redator chefe do ✍️ TMNews do Vale – Jornalismo Independente e Crítico

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