O retrato do rapper Eduardo Mauricio Ruiz, manifestante morto em 15 de outubro, em uma rua de Lima, em 16 de outubro de 2025.© Reuters/Sebastian Castaneda
O novo governo do Peru anunciou na quinta-feira (16) que pretende decretar estado de emergência na capital, Lima, em resposta à escalada da violência provocada por facções criminosas. A decisão ocorre após uma grande manifestação, que terminou com a morte de um jovem e mais de uma centena de feridos.
O chefe do governo de transição, Ernesto Alvarez, afirmou que a medida será aplicada “ao menos na área metropolitana de Lima”, que abriga cerca de 10 milhões de habitantes. Ele também não descartou a imposição de toque de recolher. Com o estado de emergência, o governo poderá mobilizar o Exército para patrulhar as ruas e restringir direitos civis, como a liberdade de reunião.
A mobilização de quarta-feira (15) foi a mais violenta desde o início dos protestos, há um mês, contra o avanço do crime organizado e a instabilidade política. Durante os confrontos com a polícia, o rapper Eduardo Mauricio Ruiz, de 32 anos, conhecido como Trvko, foi morto por um disparo feito por um agente que agiu por conta própria. Segundo o comandante da polícia, general Oscar Arriola, o policial será expulso da corporação.
A morte de Ruiz gerou forte comoção. Jovens se reuniram na noite de quinta-feira com velas, flores e cartazes em homenagem à vítima, criticando o presidente interino José Jeri, que assumiu o cargo após a destituição de Dina Boluarte em 10 de outubro. Jeri lamentou o ocorrido, mas alegou que a manifestação foi “desviada por um grupo que queria provocar o caos”.
Desde o início dos protestos, mais de 200 pessoas ficaram feridas, incluindo policiais, manifestantes e jornalistas. A crise de segurança tem afetado diretamente os serviços públicos, especialmente o transporte: pelo menos 47 motoristas de ônibus foram assassinados desde janeiro em ações ligadas à extorsão.
Na quinta-feira, Jeri compareceu ao Congresso para solicitar poderes legislativos especiais que lhe permitam aprovar medidas emergenciais sem depender da aprovação parlamentar. Entre as prioridades, está o controle das prisões, de onde partem muitas das ordens de extorsão.
Presidente interino não deve renunciar
Apesar da pressão popular, o presidente interino afirmou que não pretende renunciar: “Continuarei assumindo minhas responsabilidades”, declarou à imprensa.
O Peru vive uma profunda instabilidade política: foram sete governos em dez anos. A atual crise reflete não apenas o avanço do crime organizado, mas também o desgaste das instituições e a crescente desconfiança da população em relação à classe política.
Com informações da RFI e AFP
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