Por: Taciano Medrado*
Olá, caríssimos!
Donald Trump se encontrou com Lula durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur, na Malásia. A reunião começou às 15h30 no horário local (4h30 em Brasília) e durou cerca de 45 minutos. Este foi o primeiro encontro oficial entre os dois desde uma breve conversa durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, em Nova York.
A reunião ocorre em meio à tensão provocada pela decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicar sanções a autoridades do país por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como era de se esperar, o presidente americano se mostrou gentil, mas nada de concreto foi formalizado. Tudo continua como antes, desde que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, esteve nos EUA em uma conversa de 20 minutos, também sem qualquer progresso.
O aguardado encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva promete muito mais calor nas manchetes do que no conteúdo efetivo da conversa. É o tipo de reunião que se anuncia como histórica, mas que na prática se cozinha em banho-maria, lenta, morna e cheia de vapor político, mas com pouca substância real.
De um lado, Trump, o bilionário republicano que transformou a política americana num espetáculo de vaidades, populismo e confrontos. Do outro, Lula, o presidente brasileiro que se orgulha de seu passado sindical e de seu discurso “em defesa dos pobres”, mas que também se delicia com o poder e as pompas do cargo. Ambos são líderes carismáticos, controversos e com mais semelhanças do que admitem, adoram holofotes, polarizam suas nações e têm dificuldade em lidar com críticas.
Mas o que esperar de um encontro entre dois políticos que vivem de narrativas e símbolos? Pouco, muito pouco. As diferenças ideológicas e os interesses nacionais colocam o Brasil e os Estados Unidos em lados opostos em várias pautas, da economia à geopolítica. Resta, portanto, o jogo de cena, a fotografia protocolar e os discursos vazios de “cooperação” e “amizade entre os povos”.
Enquanto o mundo enfrenta guerras, crises econômicas e desafios ambientais urgentes, esse “banho-maria diplomático” serve apenas para manter as aparências. O prato principal, decisões concretas — parece continuar no forno da retórica, à espera de um chef que realmente saiba cozinhar algo além de promessas requentadas.
No fim, Trump e Lula devem sair satisfeitos com o espetáculo. O público, porém, continua com fome de resultados.
Na política internacional, o jogo é de interesses, e não de simpatias. Enquanto os líderes trocam gentilezas e discursos ensaiados, o povo segue aguardando o momento em que as palavras se transformem em ações. Até lá, seguimos todos... cozinhando em banho-maria.
(*) Professor e analista político do TMNEWS DO VALE:
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