Nunca use caixa alta (Caps Lock) em uma discussão com um lulopetista, pois esse é o argumento deles


(*) Taciano Medrado

Olá caríssimo Leitor

Como professor e formador de opinião, mas também como cidadão urbano que convive diariamente com pessoas das mais diversas visões, aprendi a valorizar o diálogo. Seja em discussões sobre futebol, religião ou política, sempre busco manter uma relação respeitosa com quem pensa diferente de mim. Divergir é natural; enriquecer o debate é saudável.

O que não tolero é a tentativa de “ganhar no grito” – e o uso do Caps Lock em diálogos escritos é exatamente isso: grito histérico travestido de argumento. Escrever em maiúsculas não fortalece ideias, apenas expõe fragilidade emocional e falta de preparo intelectual.

Escrever em CAIXA ALTA não é dar ênfase, é dar vexame. É como entrar numa sala de debate com um megafone, berrar frases feitas e sair achando que convenceu alguém. O Caps Lock é o atestado digital de quem confunde grito com argumento

Quer um exemplo clássico? Basta discutir com um Lulopetista. A cena é sempre a mesma: quando a lógica escapa, quando a contradição fica exposta, lá vem a avalanche em maiúsculas – “GOLPISTA!”, “RESPEITA O LULA!”, “MITO É BANDIDO!”, GENOCIDA!", "FASCISTA" "BOLSONÁGUA".   É quase uma coreografia previsível: falta raciocínio, sobra histeria.

É irônico: quem mais se proclama “defensor da democracia” é o primeiro a tentar impor sua verdade aos berros – ou melhor, em Caps Lock. Não passa de um teclado gritando o que a mente não consegue articular.

O militante vermelho acredita piamente que o tamanho das letras aumenta a força do argumento. Mas no fundo, o que aumenta é só a vergonha alheia. Gritar em maiúsculas é a versão digital do famoso “perdeu, mané” – vazio, irritado, infantil.

No fim das contas, o Caps Lock é o argumento  do lulopetismo: muito barulho, muito drama, pouca inteligência. Quem escreve assim não participa de um debate – encena um surto. E surto, convenhamos, nunca foi argumento.

Por fim, o diálogo verdadeiro exige clareza, respeito e lógica, não histeria. Quem precisa de Caps Lock para se fazer ouvir já entrou derrotado, porque gritar nunca foi sinônimo de ter razão. O barulho pode até incomodar, mas não convence.

No fim, quem usa caixa alta como arma não passa de um personagem caricato da política contemporânea: incapaz de argumentar, mas sempre pronto a berrar. E eu, como educador e cidadão, escolho ficar com o diálogo – não com o surto.

(*) Professor, psicopedagogo e analista político

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