Em discurso na ONU, Trump criticou duramente o governo Lula e disse haver hoje no Brasil "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos".



(*) Taciano Medrado

No discurso desta terça, o presidente dos EUA voltou a criticar duramente o governo Lula 3, e indiretamente o Judiciário brasileiro quando afirmou haver hoje no brasil "censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos".

"O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos", pontuou Trump.

Apesar da  recomendação da ONU para que os líderes não passassem de 15 minutos, Trump discursou por mais de uma hora, e de improviso,  no púlpito da Assembleia Geral.

Trump exaltou seu governo e criticou a própria ONU e negou novamente o aquecimento global.

Durante o seu discurso, Trump afirmou que Graças sua gestão, os EUA estão na era de ouro e considerado o país mais 'sexy' do mundo".

Na economia o presidente dos EUA afirmou ter melhorado os índices de economia e defendeu a bandeira de sua política anti-imigração, uma das principais marcas de seu governo.

Críticas á ONU

Afirmando que a ONU não só resolve os problemas, mas também "cria novos problemas" para os líderes do mundo resolverem, e citou como exemplo a principal questão política do nosso tempo: a crise da migração descontrolada. E alfinetou: "A ONU não está nem perto de todo seu potencial".

Justificativa das críticas

Para justificar a crítica à ONU, Trump disse que teve que encerrar, sozinho, sete guerras fazendo referência a conflitos como entre Cambódja e Tailândia, Paquistão e Índia e Israel e Irã — pausado após um ataque dos EUA ao território iraniano. E declarou que muita gente diz que ele deveria ganhar o Nobel da Paz

Com um discurso de improviso, sem teleprompter do plenário, disse que falaria de coração e foi aplaudido pela plateia quando pediu um cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas criticou a onda de países que reconheceram o Estado da Palestina nos últimos dias, como os aliados Reino Unido e França.

(*) Professor e analista político

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