Cidades de SC exportam móveis para os EUA e países da Europa . Foto Ricardo Wolffenbuttel, governo de SC
Números do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na quarta-feira (27), trazem uma dura realidade para Santa Catarina. Segundo os números analisados pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), o Estado registrou um saldo negativo de 600 vagas formais nos setores de madeira e móveis no mês de julho. Os dados representam o maior fechamento de vagas do país para os setores, como também a maior queda dentro da indústria catarinense no mês. Segundo o diretor de Relações Internacionais Evaldo Niehues Junior, esse resultado está associado, em parte, pelo aumento do cenário de incerteza econômica gerada com o anúncio do tarifaço específico ao Brasil.
– O anúncio da tarifa de 50% ao país, que entrou em vigor na primeira semana de agosto, ameaçou vários setores da economia catarinense, sobretudo o de madeira e móveis, cujo percentual significativo da produção se destina para a indústria da construção estadunidense.
O saldo negativo de vagas, conforme a Facisc, se deu em praticamente todas as atividades dos setores, com destaque para o desdobramento de madeira, que fechou 197 vagas no mês. O setor é responsável pela produção de itens importantes na principal pauta de exportação catarinense para os EUA, como a madeira serrada e a madeira em forma. Ambos os produtos têm os EUA como principal parceiro comercial. A madeira serrada exporta cerca de 30% aos EUA, enquanto a madeira em forma vende 98% de suas exportações para o país estadunidense. Entre os municípios mais prejudicados do Planalto Norte em empregabilidade, estão Mafra, Rio Negrinho e Papanduva.
Para o vice-presidente regional da Facisc para o Planalto Norte, Reinaldo Lima, o cenário é preocupante:
– Nossa região tem uma forte dependência da indústria madeireira, que e movimenta parte da a economia local. Essa queda nas vagas impacta rapidamente a economia local, as empresas e consequentemente no o comércio e os serviços das cidades do Planalto Norte.
Lages também foi um dos municípios prejudicados com os efeitos do anúncio do tarifaço, com destaque para o setor de obras de carpintaria, que fechou quase 50 vagas no mês. O setor catarinense vende mais de 80% de suas exportações para os EUA e é o principal produto exportado para o país.
Setor moveleiro
O setor de móveis também teve saldo negativo de 192 vagas em julho de 2025. No mesmo mês do ano passado foram abertos 157 novos postos. Segundo estudos realizados pela Facisc sobre o impacto da taxação, o setor, que vende 50% de suas exportações para os EUA, passou anos com investimentos voltados na produção mais sustentável para adquirir certificações internacionais, e é um dos mais prejudicados pelo tarifaço. As cidades de Caçador, São Bento do Sul e Fraiburgo foram as que mais registraram saldo negativo na atividade.
Fonte: nsctotal
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