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O STF (Supremo Tribunal Federal) deve decidir como atuará após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), previsto para começar na próxima semana, analisa o jornal norte-americano The New York Times.
O que aconteceu
Corte deve avaliar se continuará com "enorme poder" enquanto o Brasil se prepara para as eleições de 2026, diz o artigo. "Além do julgamento, o Supremo Tribunal Federal do Brasil também deve avaliar se deve continuar exercendo seu enorme poder enquanto o país se prepara para as eleições presidenciais do ano que vem, outro teste de seu processo eleitoral em uma nação profundamente polarizada e extremamente digital."
STF concedeu a si mesmo "novos poderes extraordinários" para lidar com uma "ameaça massiva representada por Bolsonaro". "Pela primeira vez, o tribunal pôde iniciar e conduzir suas próprias investigações, mesmo quando o próprio tribunal era a vítima", afirma o texto.
Para "exercer essa nova autoridade e ir atrás de Bolsonaro", o STF empoderou Moraes, analisa o jornal. "Em resposta, o juiz Moraes ordenou batidas policiais, censurou contas online, bloqueou redes sociais e, em alguns casos, prendeu pessoas sem julgamento."
Mudança de atitude do STF leva a questionar se a Corte está sendo "autoritária" ou se a democracia é "imperfeita". "Trata-se de uma mudança perigosa e autoritária por parte do Supremo Tribunal Federal? Ou de uma democracia imperfeita, que luta para lidar com uma ameaça autoritária na era da internet?", questiona o jornal.
Publicação afirma que Bolsonaro e seus apoiadores ameaçaram juízes, questionaram eleições e tentaram um golpe militar. "E desencadearam uma onda de falsidades que se espalharam pela internet."
O Brasil, que emergiu de uma ditadura brutal há apenas 40 anos, terá conseguido algo que os Estados Unidos não conseguiram: levar um ex-presidente a julgamento por acusações criminais por tentar se agarrar ao poder após perder uma eleição. (The New York Times)
Quando será o julgamento
As sessões vão acontecer ao longo de duas semanas. O ministro do STF Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, convocou sessões extraordinárias para o julgamento de Bolsonaro e demais integrantes do núcleo 1 da ação penal:
2/9 (terça), às 9h e às 14h
3/9 (quarta), às 9h
9/9 (terça), às 9h e às 14h
10/9 (quarta), às 9h
12/9 (sexta), às 9h e às 14h
A duração do julgamento, no entanto, pode variar. Na fase de interrogatório, por exemplo, em junho deste ano, o ministro Alexandre de Moraes reservou a semana toda para ouvir os réus, mas o processo acabou durando só dois dias. Tudo depende do tempo gasto em cada passo do rito de julgamento.
Com informações da UOL
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