Palestinianos deslocados, transportando os seus pertences, viajam de Beit Hanoun para Jabaliya, um dia depois da nova ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, 19 de junho 2025 Jehad Alshrafi/Copyright 2025, The AP. All rights reserved
O exército israelita anunciou na manhã de terça-feira que cinco soldados foram mortos e 14 outros ficaram feridos, com alguma gravidade, numa operação levada a cabo por militantes palestinianos.
O ataque aconteceu na noite de segunda-feira em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza, descrito como um dos ataques mais complexos e violentos desde o início da guerra.
Segundo os meios de comunicação social hebraicos, o ataque começou com a detonação de um engenho explosivo, colocado na estrada, atingindo uma unidade do 97.º Batalhão Netzah Yehuda viajava a pé.
Esta ação não foi isolada, uma vez que a unidade de salvamento israelita que acorreu ao local, algum tempo depois, foi alvo de fogo aberto, resultando em mais feridos e perturbando o processo de retirada.
O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu já reagiu afirmando os soldados tinham sacrificado "as suas vidas na batalha para derrotar o Hamas e libertar todos os reféns."
Por seu lado, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, apelou ao regresso da delegação de negociação israelita de Doha, referindo-se às conversações indiretas em curso para discutir um cessar-fogo e a troca de prisioneiros, com mediação internacional.
O método de execução foi descrito como uma tática anteriormente utilizada pelo Hamas em operações semelhantes nos últimos meses.
As investigações iniciais transmitidas pela Rádio IDF revelaram que esta foi uma ação dupla de dois batalhões para "limpar" a área.
Ataque suscitou interrogações
O ataque que vitimou os soldados suscitou várias questões no âmbito militar e no círculo mediático, uma vez a zona visada se situa no norte da Faixa de Gaza, uma das zonas que deviam estar sob controlo total após as repetidas operações militares levadas a cabo pelo exército israelita nos últimos meses.
Por seu lado, as Brigadas Al-Qassam, a ala militar do Hamas, publicaram uma publicação na plataforma Telegram, no qual sublinham que "o prestígio do exército de ocupação será destruído", acrescentando que "os funerais e os cadáveres de soldados inimigos tornar-se-ão um acontecimento recorrente enquanto a agressão continuar".
Um alto responsável da segurança do Hamas afirmou numa entrevista à BBC que o movimento perdeu cerca de 80% da sua capacidade de impor o seu controlo na Faixa de Gaza referindo "o colapso quase total da estrutura de segurança".
No entanto, o ataque em Beit Hanoun pode levantar questões sobre a exatidão destas estimativas e o resultado da batalha militar em curso.
Fonte: Euronews (Português)
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