Após derrota de candidato de Lula em BH, PT tem trocas de farpas em busca de culpados

 


Após o deputado federal Rogério Correia ter ficado em sexto lugar nas eleições de Belo Horizonte, com 4,37% dos votos, seus correligionários agora criticam a opção do PT em ter investido na sua candidatura própria. Nomes como o também parlamentar Reginaldo Lopes foram às redes para defender que o partido deveria ter dado apoio à reeleição de Fuad Noman (PSD) ainda no primeiro turno.


A movimentação ocorre como uma espécie de caças às bruxas, onde os petistas tentam buscar culpados pelo baixo desempenho no pleito.


"Sem atualização tática, inovação e modernização no desenvolvimento das políticas públicas e na ousadia no conjunto do governo e ministérios, ficamos fragilizados frente ao ataque da extrema direita. O PT precisa, urgentemente se abrir, investir em uma nova geração de líderes para evitar o risco de se tornar um mero espectador das mudanças no cenário futuro da política", escreveu Reginaldo Lopes em seu perfil no X.


Quem se juntou ao coro de Reginaldo Lopes foi a prefeita de Contagem, Marília Campos, que foi reeleita em primeiro turno.


— O Rogério Correia não teve só uma derrota eleitoral, mas uma derrota política. É uma derrota porque, na minha opinião, não apresenta também um discurso da esperança, um discurso da possibilidade de mudança, e repete muito a polarização nacional — disse a prefeita, em entrevista ao Estado de Minas, Portal Uai e TV Alterosa.


Rogério Correia, por sua vez, se defendeu das críticas e chamou seus correligionários de "oportunistas", sem citar ninguém nominalmente.


"Proclamam que o PT não deveria ter disputado BH e outros municípios e que devemos abandonar a disputa nacional e deixar para o Centro (direita), a tarefa de enfrentar a extrema direita (...) Hoje são deputados federais 'moderados' que adotam a tese 'ajuizada'", rebateu.


Histórico de farpas


As críticas vocalizadas por Reginaldo Lopes não são uma surpresa na política mineira. Ao longo da campanha, o deputado federal não subiu em nenhum momento no palanque de Rogério Correia.


Segundo fontes ligadas ao parlamentar, Lopes defendia que o PT retribuísse o apoio que Fuad Noman deu a Lula nas eleições presidenciais de 2022. Caso houvesse uma insistência de lançar candidatura própria, estava na ala que preferia a deputada estadual Beatriz Cerqueira ou a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo.


Nos bastidores, articuladores chegaram a dizer que, na reta final, a campanha chegou a ter como objetivo ter mais votos que Lopes em 2016, quando o deputado teve 7% dos votos. Mesmo diante de todos os indícios, Rogério negava qualquer rixa:


— O Reginaldo tinha uma opinião contrária, mas depois que definiu ele acatou, mas também não engajou e está fazendo campanha no interior. Mas é onde ele tem mais presença. Na eleição passada, ele teve sete mil votos na cidade, não é uma figura que seja uma liderança política, mas gostaria que ele tivesse engajado — disse Rogério Correia ao GLOBO, uma semana antes do primeiro turno.


O Globo


Não deixe de curtir nossa página Facebook e também Instagram para mais notícias do Blog do professor TM

AVISO: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Blog do professor Taciano Medrado. Qualquer reclamação ou reparação é de inteira responsabilidade do comentador. É vetada a postagem de conteúdos que violem a lei e/ ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios serão excluídos sem prévio aviso

Faça um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem