O
Brasil é o país com o maior número de casos de dengue no mundo em 2023.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país registrou 2,9
milhões de casos entre janeiro e dezembro. Os dados, divulgados na última
sexta-feira (22), mostram um aumento recorde no número de casos na América do
Sul. Nas últimas quatro décadas, os registros passaram de 1,5 milhão entre 1980
e 1989 para 17,5 milhões entre 2010 e 2019. A OMS avalia o cenário como de
risco elevado a nível mundial, devido ao crescente risco de transmissão e ao
aumento de casos e mortes.
“Desde
o início de 2023, a transmissão contínua, combinada com um aumento inesperado
nos casos de dengue, resultou num máximo histórico de mais de cinco milhões de
casos e em mais cinco mil mortes relacionadas com a dengue notificadas em mais
de 80 países/territórios e cinco regiões da OMS.” O levantamento aponta ainda
relatos, desde 2010, de casos autóctones — originário da própria região — em
diversos países. Croácia, França, Israel, Itália, Portugal e Espanha são alguns
deles.
Dentre
os principais fatores que contribuem com os números alarmantes, estão o aumento
das temperaturas causado por fenômenos climáticos e a fragilidade dos sistemas
de saúde após a pandemia de Covid-19. A infectologista Joana D’Arc ressalta a
importância de monitorar a prevenção à doença durante todo o ano para evitar a
proliferação do mosquito transmissor — aedes aegypti — que também é responsável
pela transmissão de outras doenças como a Zika e a Chikungunya.
“É
um trabalho ininterrupto, porque se eu faço toda a coleta adequada dos
resíduos, a fiscalização na época de seca, se fiscalizar os terrenos onde tem a
possibilidade de proliferação do vetor, se as medidas de vigilância funcionam
na seca, na chuva, a gente não vai ter dengue, então esse monitoramento é
permanente”, pontua.
Sintomas
Febre
alta; dor de barriga; vômitos frequentes; agitação; sonolência; manchas
vermelhas; sangramentos; e pressão baixa são alguns dos possíveis sintomas da
doença. Casos em que o Ministério da Saúde recomenda procurar um médico. A
pedagoga Luana Muller, de 25 anos, teve dengue em maio de 2023.
“Eu fiquei, basicamente, uns cinco dias tendo febre, dor no corpo e dor nos
olhos. Tinha muita dor de cabeça, não conseguia ficar acordada, dormia o tempo
inteiro. Fui ao hospital, fui diagnosticada”, conta.
Como
forma de prevenção, as autoridades de saúde ressaltam a necessidade de eliminar
locais de acúmulo de água parada para impedir a reprodução do vetor da doença.
Além disso, é aconselhável utilizar repelentes e instalar telas em portas e
janelas para proteger-se das picadas do mosquito.
Vacina
Na última quinta-feira (21), o Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a pasta, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A fabricante da vacina estima entregar mais de 5 milhões de doses entre fevereiro e novembro de 2024. O esquema vacinal de duas doses deve ser inicialmente aplicado em regiões com maior incidência de casos. Segundo o Ministério, as definições das estratégias de aplicação devem ser definidas nas primeiras semanas do ano.
Fonte: Brasil 61
Para ler a matéria na íntegra acesse nosso link na página principal do
Instagram. www: professsortaciano medrado.com e Ajude a
aumentar a nossa comunidade.
AVISO: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Blog do professor Taciano Medrado. Qualquer reclamação ou reparação é de inteira responsabilidade do comentador. É vetada a postagem de conteúdos que violem a lei e/ ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios serão excluídos sem prévio aviso. Guarda Municipal de Juazeiro participa de palestra sobre a Lei Maria da Penha e combate à violência doméstica.



Postar um comentário