fotomontagem TM
A
alíquota do ICMS (Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a gasolina terá mudanças a
partir de junho. A principal delas é a volta de tributos federais sobre
gasolina e etanol. As mudanças devem impactar os preços ao consumidor.
Com
a nova regra, o imposto passa a ser monofásico –cobrado em uma única etapa da
cadeia– e contará com uma alíquota uniforme e fixa (ad rem) por litro de gasolina
e etanol. Hoje, a alíquota é um percentual por litro (ad valorem), que varia de
17% a 23%, a depender do Estado. A parcela do imposto é calculada sobre o preço
do combustível.
Cálculos feitos pelo CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) a pedido do Poder360 indicam que a mudança na alíquota do ICMS deve aumentar o preço da gasolina nos postos de combustíveis do Brasil em uma média de R$ 0,16 por litro –alta de 22%.
Considerando-se
o valor da gasolina em 16 de maio, 20 Estados devem ter aumento no preço do
combustível nos postos. Segundo dados da Fecombustíveis, a
parcela do ICMS na bomba variou de R$ 0,9 a R$ 1,3 por litro na 2ª quinzena de
maio.
No
começo de julho, o governo federal deve retomar a tributação com alíquota cheia
do PIS (Programa
de Integração Social) e da Cofins (Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social) sobre gasolina e etanol. De acordo
com os cálculos do governo, o preço dos 2 combustíveis deve subir
cerca de R$ 0,22 por litro.
Em
fevereiro, o governo anunciou a volta dos impostos federais sobre gasolina
e álcool –suspensos no 2º semestre de 2022. Na época, houve uma reoneração parcial e foi instituído um imposto
sobre exportação de óleo cru, com validade de 4 meses –ou seja, até o fim de
junho, quando o governo precisa decidir se promove a elevação dos tributos ou
se buscará uma fonte compensatória para a arrecadação.
CORTES
A Petrobras mudou sua estratégia de preços para os combustíveis em
16 de maio. A estatal anunciou a redução de R$ 0,40 por litro para a
gasolina na venda às distribuidoras –uma queda de 12,6%. O corte entrou em
vigência nas refinarias em 17 de maio, mas o seu repasse integral às bombas
depende das distribuidoras e dos postos de gasolina.
O
presidente da Petrobras, Jean
Paul Prates, disse em 17 de maio que a Petrobras poderia reduzir novamente o preço da gasolina para
compensar os impostos. “Quando chegar no dia, vamos saber se cabe ou não cabe
absorver o tanto de imposto que vai reentrar”, declarou em entrevista à GloboNews.
Em
17 de maio, o ministro Fernando
Haddad (Fazenda) declarou que a Petrobras pode reduzir ainda mais os
preços dos combustíveis para absorver o aumento dos tributos federais.
“Com
o aumento [de tributos] previsto para 1º de julho, vai ser absorvido
pela queda do preço deixada para esse dia. Nós não baixamos tudo o que
podíamos. Justamente esperando o 1º de julho, quando acaba o imposto de
exportação e acaba o ciclo de reoneração”, disse o ministro em reunião conjunta
de comissões da Câmara dos Deputados.
Para ler a matéria na íntegra acesse
nosso link na pagina principal do Instagram. www: professsortaciano
medrado.com e Ajude a aumentar a nossa comunidade.
AVISO: Os comentários são de
responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Blog do professor
Taciano Medrado. Qualquer reclamação ou reparação é de inteira
responsabilidade do comentador. É vetada a postagem de conteúdos que violem a
lei e/ ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os
critérios serão excluídos sem prévio aviso.





Postar um comentário