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Fisiologia. Cargos e emendas são ambições dos congressistas;
Ideologia. O Congresso hoje é de centro-direita e o governo tenta emplacar pautas associadas à esquerda.
Na
últimas semanas, houve demonstrações dos deputados nos 2 sentidos. Primeiro
atrasou a votação do novo regramento fiscal. Foram liberadas emendas e, com
auxílio do presidente da Câmara, Arthur
Lira (PP-AL), o tema foi vencido no plenário.
No
caso do Projeto de Lei das fake news, a situação foi outra. Mesmo com Lira
atuando pela aprovação, os congressistas de direita mostraram que derrubariam a
lei apoiada pelo governo.
“A
dificuldade de articulação é pelos temas que o PT escolheu para dar início ao
debate. O Carf, armas, toda a pauta dos sem terra. São temas associados à
ideologia do PT. E será que a sociedade apoia essa pauta? Será que interessa
aos congressistas de centro-direita?”, disse em entrevista ao Poder360.
Hummel
tem 60 anos, foi assessor especial do ministério da Agricultura e Pecuária de
2003 a 2005, é fundador do IPA (Instituto Pensar Agro) e é conselheiro de uma
série de frentes parlamentares.
Foi
dele a ideia de associar esses grupos a institutos. Um dos primeiros testes foi
com a FPA (Frente Parlamentar do Agro) com o IPA. Hoje, ele faz a ponte entre o
Instituto Unidos Brasil e a FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo).
Para
Hummel, o conflito ideológico que Lula não conseguiu afastar do debate político
é justamente o que tem atrapalhado a construção de uma base no Legislativo.
“A
sociedade demonstrou que não é mais de esquerda. Veja os deputados, senadores,
governadores. Algo como 70% é de centro-direita. Não foi o Lula que ganhou, foi
o Bolsonaro que perdeu“, compara.
Agro
Segundo
Hummel, há disposição do agro em negociar com o governo. Desde a campanha o
setor tem tido relação difícil com o grupo do atual presidente. A onda de invasões do MST em abril deste ano piorou a
situação.
Mas
a necessidade de melhorar o crédito para o setor e a infraestrutura para escoar
a produção tornam eles, de certa forma, dependentes do governo. Por outro lado,
o governo também depende do agro pelo tamanho que eles têm no PIB do país,
próximo a 1/4 do total.
“Lula
e o agro terão de baixar a bola sentar à mesa para construir uma relação de
confiança. A vantagem competitiva que o Brasil tem hoje em relação ao mundo é
muito grande. E a gente só pode continuar tendo isso se tiver esse diálogo e o
fortalecimento das políticas públicas“, disse.
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