Fotomontagem TM
Quem
disse que vida de presidente é fácil? Ainda mais quando não se tem o Congresso
a seu favor, não é mesmo? Assim, o Lula (PT), que conseguiu aprovar a PEC do
Rombo, romper o teto de gastos da União e “mandar pro espaço” a
responsabilidade fiscal graças aos integrantes do antigo Parlamento; começa a
perceber que o chefe do Planalto não administra o país sozinho. O PSOL, sigla
do deputado federal Guilherme Boulos, que foi flagrado recentemente falando mal
do petista junto com o apresentador de TV, José Luís Datena, protocolou na
Câmara, nesta quarta-feira (5), um projeto de lei que pretende diminuir o poder
do presidente para nomear reitores das universidades federais.
Atualmente,
o presidente do país recebe uma lista tríplice com três nomes e pode escolher
qualquer um para administrar a instituição federal. Acontece que a comunidade
acadêmica, formada por entidades de esquerda, sindicatos e outras
parafernálias, quer obrigar o chefe do Executivo a nomear o mais votado em
eleição interna e acabar de vez com a lista tríplice. Ao todo, 11 deputados do
PSOL e um da Rede, Túlio Gadelha, assinaram o texto.
Além
desse pepino aí, Lula também terá que “descascar outro abacaxi”. Desta vez,
aliados fazem pressão nos bastidores para que ele não indique o advogado
Cristiano Zanin, que atuou na defesa dele no âmbito da Operação Lava Jato, para
a cadeira de Ricardo Lewandowski que fica vaga na semana que vem.
O
ex-presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que é atual
presidente da Comissão de Constituição e Justiça da casa, um órgão extremamente
importante para aprovar as pautas do governo, tenta convencer Lula a esquecer
Zanin e apontar o corregedor do CNJ e integrante do Superior Tribunal de
Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, para a vaga.
Alcolumbre,
que segurou o quanto pôde a sabatina do pastor evangélico e ex-AGU, André Mendonça,
no Senado, já deu mostras do que é capaz. Mas, além disso, ganhou um aliado de
peso: Alexandre de Moraes, que é o atual presidente do TSE e fez fama nos
últimos quatro anos perseguindo autoridades e políticos de direita e
instaurando processos à revelia do Ministério Público.
Alexandre
de Moraes tem lá seus motivos. Não quer perder o status de ministro mais
“poderoso” do STF. Porém, isso não é tudo: Lula já ouviu os apelos de Ricardo
Lewandowski para que coloque o seu “afilhado”, Manoel Carlos de Almeida Neto,
na corte e até o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deu a sua opinião e
disse que, se fosse ele, optaria pelo nome de Salomão.
Atordoado
com o bombardeamento de mensagens, Lula já mandou avisar aos “marinheiros”, que
não tem pressa de indicar o próximo ministro. Agora sim, o ex-condenado da Lava
Jato está sentindo na pele a forte pressão que o ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL) vivenciou quando governava o país.
Lula
não irá suportar. Vai cair embriagado.
Sebastião
Teodoro – Jornal da Cidade Online
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