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Da Redação
Senadores
aliados ao Lulapetista pretendem esvaziar e impedir a instalação da CPI
(Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre os atos extremistas do 8 de Janeiro.
O
argumento para o recuo é que as assinaturas ao pedido de CPI foram feitas a
quente, logo depois da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, para
instar instituições do Executivo e Judiciário a investigar os atos.
Hoje,
com inquéritos conduzidos pelo MPF (Ministério Público Federal) e pela Polícia
Federal no STF (Supremo Tribunal Federal) e em outras instâncias da Justiça, a
comissão acabaria, por essa lógica, com papel de “carimbadora”.
No
entanto, pesa também o fato de que Lula e o ministro da Justiça e Segurança
Pública, Flávio Dino, já fizeram declarações públicas contra a
instalação de uma CPI para investigar os crimes do 8 de Janeiro.
O Poder360 apurou
que o presidente do Senado, Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), fez uma série de contatos nesta semana para medir a
temperatura na Casa sobre a criação ou não da comissão.
Escutou
de colegas próximos a Lula que as assinaturas feitas durante a legislatura
anterior, ainda em janeiro, não poderiam ser automaticamente ratificadas para
abrir a CPI no período legislativo que se iniciou em 1º de fevereiro.
O
caminho preferencial dos governistas é deixar o assunto da CPI se esgotar
sozinho. Sem repercussão pública, não haveria pressão para Pacheco ler o pedido
no plenário e criar a comissão.
Mas,
se o grupo que ainda apoia a abertura da CPI instar Pacheco a seguir o
regimento à risca, senadores próximos ao Palácio do Planalto estão prontos para
retirar suas assinaturas do pedido de Soraya
Thronicke (União Brasil-MS).
CPIs
são consideradas um direito de grupos minoritários no Congresso. No Senado, o
regimento manda o presidente ler todo pedido de criação dessas
comissões que tenha ao menos 27 assinaturas, prazo e objeto determinados.
Na
prática, a decisão sobre a tempestividade de uma CPI é política. O regimento do
Senado não estipula prazo para a instalação do colegiado.
Mesmo
que o presidente leia o pedido no plenário –gesto que dá início oficialmente ao
processo– líderes de blocos partidários podem inviabilizar a abertura da CPI ao
simplesmente não indicar integrantes para compô-la.
Na
contagem mais recente, o pedido de Thronicke tinha 38 assinaturas, 11 a mais do
que o mínimo necessário. Ao menos 20 dos atuais signatários são aliados ao
governo federal. Se retirarem o apoio à CPI, podem inviabilizá-la.
Eis os signatários do pedido
de CPI do 8 de Janeiro:
Soraya Thronicke (União
Brasil-MS)
Giordano (MDB-SP)
Eliziane
Gama (PSD-MA)
Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP)
Paulo
Paim (PT-RS)
Alessandro
Vieira (PSDB-SE)
Humberto
Costa (PT-PE)
Marcos
do Val (Podemos-ES)
Leila
Barros (PDT-DF)
Fabiano
Contarato (PT-ES)
Randolfe
Rodrigues (Rede-AP)
Oriovisto
Guimarães (Podemos-PR)
Margareth Buzetti (PSD-MT)
Weverton (PDT-MA)
Jorge
Kajuru (PSB-GO)
Mara
Gabrilli (PSD-SP)
Jaques
Wagner (PT-BA)
Angelo
Coronel (PSD-BA)
Styvenson
Valentim (Podemos-RN)
Rogério
Carvalho (PT-SE)
Irajá (PSD-TO)
Otto
Alencar (PSD-BA)
Eduardo
Braga (MDB-AM)
Omar
Aziz (PSD-AM)
Veneziano
Vital do Rêgo (MDB-PB)
Zenaide
Maia (PSD-RN)
Marcelo
Castro (MDB-PI)
Nelsinho
Trad (PSD-MS)
Izalci
Lucas (PSDB-DF)
Sérgio
Petecão (PSD-AC)
Renan
Calheiros (MDB-AL)
Cid
Gomes (PDT-CE)
Daniella
Ribeiro (PSD-PB)
Esperidião
Amin (PP-SC)
Luis
Carlos Heinze (PP-RS)
Wellington
Fagundes (PL-MT)
Plínio
Valério (PSDB-AM)
Zequinha
Marinho (PL-PA)
Um caminho para Soraya
Thronicke proteger a viabilidade de seu pedido de CPI é buscar apoio na
oposição a Lula no Senado, liderada por Rogério
Marinho (PL-RN).
Antes da eleição à presidência
da Casa, vencida por Pacheco, Marinho e a senadora se desentenderam
em torno do nome que Soraya deu à iniciativa, de “CPI dos Atos Terroristas”.
O bloco minoritário da Casa,
composto por PL, PP, Republicanos e Novo, tem 23 senadores. Desses, só 4 assinaram
o pedido de CPI até agora.
Por um lado, a oposição tem
interesse em um instrumento para expor o que considera terem sido omissões do
governo federal às vésperas do 8 de Janeiro. Flávio Dino e Lula são alvos
preferenciais.
Por outro, o baixo número de
assinaturas de oposicionistas ao pedido até agora mostra o desconforto de
senadores que, em alguns casos, foram até ministros de Jair
Bolsonaro (PL) com a ideia de participar de uma investigação que pode
acabar fustigando o próprio ex-presidente e seus apoiadores.
Com informações do Poder 360
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