Congresso eleito em outubro continuará de centro-direita e manterá agenda de reformas, diz Lira

BRASÍLIA (Reuters) -A nova composição do Congresso Nacional que será eleita em outubro continuará de centro-direita e vai manter a agenda de reformas, disse o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a despeito da atual polarização política no país.

"Em detrimento da polarização que exista, eu penso que o Brasil vai continuar de centro-direita. O Congresso que for eleito em outubro, não tenho dúvida que será de centro-direita. Os partidos que se reforçaram nessa janela partidária em Brasília são os partidos de centro-direita. Formamos algo hoje em torno de 300 parlamentares", disse Lira durante evento do BTG Pactual em Nova York.

"O que quer dizer que, para um efeito futuro, reformas continuarão na ordem do dia. Temos que entregar a reforma administrativa que está pronta na comissão, precisa do apoio do empresariado brasileiro, o apoio mais explícito do governo", acrescentou.

O comentário de Lira ocorre no momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto e deve ser apoiado por um arco de partidos alinhados à centro-esquerda.

O presidente da Câmara, que não falou no evento sobre sua preferência na corrida ao Planalto, já disse em ocasiões anteriores que deverá fazer campanha pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem tem se alinhado na agenda de votações.

No evento, Lira disse ainda que o Brasil não abre mão do teto de gastos públicos, mas não tem um "piso de gastos". "Isso só advirá com a reforma administrativa que está pronta na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados e precisará do empenho de todos e todas", reforçou.

CONFIANÇA NAS ELEIÇÕES

O presidente da Câmara reiterou que o sistema eleitoral brasileiro é confiável, e defendeu que haja tranquilidade no pleito de outubro.

"Eu fui eleito neste sistema durante seis eleições e não posso dizer que esse sistema não funciona. O sistema é confiável, precisa de ajustes, precisa, mas é importante que nós tenhamos tranquilidade política no pleito que nós deveremos de ter", disse.

O presidente da Câmara destacou que as instituições brasileiras são "fortíssimas" e "funcionam plenamente", apesar de já termos tido muitos encontros e desencontros.

Apesar da posição de Lira, Bolsonaro tem lançado críticas e feito ameaças ao atual sistema de votação com urnas eletrônicas, chegando inclusive a sugerir que as Forças Armadas pudessem fazer uma contagem paralela dos votos, medida que não tem amparo legal.

O parlamentar colocou em votação na Câmara um projeto defendido por Bolsonaro para a adoção do voto impresso, mas a proposta foi derrotada ano passado pelos deputados.

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