© Thomas COEX Deputados franceses votam o texto do passe da vacina, em 16 de janeiro de 2022, na Assembleia Nacional, em Paris
Da Redação
Após
semanas de debate, o Parlamento francês aprovou definitivamente neste domingo
(16) o polêmico projeto de lei que substitui o atual passaporte sanitário por
um passe de vacinação válido para maiores de 16 anos. As informações são da AFP.
O
texto foi aprovado com 215 votos a favor, 58 contra e 7 abstenções. Os
deputados socialistas (oposição) pretendem encaminhar a questão ao Conselho
Constitucional para que sejam respeitadas as "liberdades
fundamentais", o que atrasará por alguns dias a promulgação do projeto.
O
Governo quer que o texto entre em vigor o mais rápido possível, devido ao
aumento de casos provocado pela variante ômicron.
Com
uma média de 300 mil infecções diárias na última semana, o Executivo espera
iniciar a exigência do passe de vacinação por volta de 20 de janeiro.
O
passaporte vai impedir que os não vacinados tenham acesso a vários espaços,
como trens, restaurantes e cinemas. Será preciso ter o esquema de imunização
completo, exceto para acessar serviços de saúde.
Por
sua vez, o passe atual incluía a possibilidade de apresentar teste negativo
para covid-19 ou ter superado recentemente a doença.
O
novo documento só será exigido a partir dos 16 anos, enquanto aos menores entre
12 e 15 anos continuará a ser solicitado o atual passaporte sanitário.
A
implantação do passe de vacinação estava prevista para 15 de janeiro, mas foi
atrasada devido às divergências dos deputados sobre as versões da norma.
Também
contribuíram para isso as declarações do presidente Emmanuel Macron (liberal)
no início de janeiro, que disse que desejava "incomodar até o fim" os
não vacinados.
Suas palavras desencadearam uma tormenta na classe política e contribuíram para suspender o debate parlamentar sobre o projeto de lei.
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