VOLTA POR CIMA: Com gol de artilheiro 'renegado' no Brasil, Defensa y Justicia faz história, vence o Lanús e fatura título inédito da SUL-AMERICANA, sob comando de Crespo

 

Algoz de Vasco e Bahia, Defensa y Justicia conquista Copa Sul-Americana 
Braian Romero, ex-Athletico-PR, terminou como artilheiro da Copa Sul-Americana Getty Images

Da Redação
Por: Prof. Taciano Medrado

Defensa y Justicia é o campeão da Copa Sul-Americana de 2020. O time fez história neste sábado (23) ao vencer o Lanús por 3 a 0 em Córdoba, na Argentina, e levar o título inédito para o clube na segunda final única da competição. E tem mais: a conquista veio de forma invicta, e o ex-atacante Hernán Crespo chegou à sua primeira taça como treinador.

Os gols do triunfo foram marcados por Adonis Frías, Braian Romero, ex-Athletico-PR, e Camacho.

A partida entre os dois clubes argentinos já começou com muita intensidade do Defensa y Justicia, que teve três boas chances logo nos primeiros 10 minutos de jogo. Já no primeiro minuto, o clube chegou com perigo com Rafael Delgado, que recebeu de Isnaldo e finalizou de fora da área.

No minuto seguinte, agora com Larralde, que mais uma vez finalizou de fora da área, o Defensa levou perigo, mas viu o goleiro Lautaro Morales defender.

Aos 8, o atacante Braian Romero, artilheiro da Sul-Americana até então com 9 gols, tentou furar a defesa do Lanús, com finalização de pé direito, do meio da área, mas também sem sucesso.

A primeira chegada do Lanús foi aos 12 minutos. Alexis Pérez arriscou chute de 30 metros, mas sem qualquer perigo para o goleiro Unsain.

E a intensidade do Defensa y Justicia foi recompensada aos 34 minutos de jogo. Com finalização de pé direito, do meio da área, Adonis Frías abriu o placar no Mario Kempes.

O Lanús ainda tentou com Lucas Vera, aos 43 minutos, mas voltou para o vestiário no intervalo sem gols.

Renegado no Brasil

Entretanto, logo aos 17 minutos do 2º tempo, o Lanús sofreu outro baque. Braian Romero anotou o segundo gol do Defensa y Justicia e chegou a 10 marcados na competição, terminando como artilheiro - Gilberto, do Bahia, e Orsini, do Lanús, ficaram em segundo, cada um com seis bolas nas redes.

O atacante de 29 anos pertence desde 2018 ao Independiente-ARG, que já o emprestou duas vezes. A primeira foi para o Athletico-PR, no qual ficou entre fevereiro e dezembro de 2019, fez três gols em 24 partidas e fez parte do grupo que conquistou a Copa do Brasil e a Levain Cup (antiga Copa Suruga).

Sua passagem foi avaliada como ruim no clube brasileiro, que ao final de sua cessão não fez qualquer esforço para mantê-lo. De volta ao time de Avellaneda, fez apenas seis duelos e saiu novamente, em setembro de 2020, agora para o Defensa y Justicia. Em quatro meses, foi peça fundamental da equipe para a conquista continental inédita.

Nos acréscimos, aos 47 minutos, Camacho fechou a conta ao marcar o terceiro do Defensa, que ficou com o título sobre os compatriotas. Reflexo do que foi todo o jogo, que teve domínio do campeão do início ao fim, um baile.

Após o apito final, além do título inédito da Sul-Americana, o Defensa y Justicia fez história e chegou à sua primeira conquista continental. Vale lembrar que, até o ano passado, a equipe de Crespo o clube ainda não havia participado sequer de uma Conmebol Libertadores.

Algoz de brasileiros

O clube argentino chegou à Sul-Americana após cair na fase de grupos da Libertadores, terminando em 3º no grupo do Santos, e deixou Vasco (oitavas) - assista abaixo - e Bahia (quartas) pelo caminho.

A primeira vez que o Defensa y Justicia disputou uma Sul-Americana foi em 2017, quando eliminou o São Paulo, então de Rogério Ceni, logo na primeira fase. Em 2019, foi vice-campeão da Superliga Argentina e por isso conquistou vaga para a Libertadores de 2020.

O Lanús, por sua vez, já havia conquistado a Sul-Americana em 2013, vencendo a Ponte Preta na decisão. Em 2017, a equipe também foi vice da Libertadores, perdendo a final para o Grêmio.

Argentina segue soberana

A Argentina soma nove títulos e segue como o país mais vencedor da competição, disputada com estes nome e formato desde 2002, logo, já são 19 edições no total. Boca Juniors e Independiente têm dois cada, além de River Plate, Lanús, San Lorenzo, Arsenal de Sarandí e Defensa y Justicia.

O Brasil é o segundo maior vencedor, embora bem atrás dos hermanos. São quatro conquistas, com Internacional (2008), São Paulo (2012), Chapecoense (2016) e Athletico-PR (2018).

Com informações do ESPN

Para ler outras matérias  acesse, www: professortacianomedrado.com

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